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‘Acabou o nós e eles’, diz Fernández ao votar em Buenos Aires

No dia da eleição, Mauricio Macri afirma que, na segunda, trabalhará 'pelo futuro' dos argentinos independente dos resultados da urna

Por Da redação - 27 out 2019, 15h42

Os argentinos vão às urnas neste domingo, 27, para escolher seu novo presidente. O candidato da aliança entre peronistas e kirchneristas, Alberto Fernández, votou em um colégio eleitoral no bairro de Puerto Madero, em Buenos Aires, e pediu calma aos eleitores sobre o futuro do país: “Vamos trabalhar juntos, acabou o nós e eles”, disse.

“É um dia de alegria. Toda vez que votamos, reafirmamos nossa vocação democrática”, disse à imprensa na Universidade Católica Argentina.

Questionado sobre a situação econômica do país e sobre as possíveis reações do mercado à sua vitória, reconheceu que o país vive uma “enorme crise” que exige responsabilidade. “Peço que fiquem calmos. O futuro virá com muito esforço, mas com todos trabalhando juntos e felizes”, respondeu. “Vamos trabalhar juntos, acabou o nós e eles”.

Antes de votar, Fernández ainda saiu para passear com seu cachorro de estimação, Dylan, em um parque próximo a sua casa. Propagandas políticas e declarações partidárias são proibidas no dia da eleição, mas muitos interpretaram a atitude do peronista como uma forma de chamar atenção para sua figura sem desrespeitar as normas.

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Já o presidente Mauricio Macri votou em um colégio eleitoral no bairro da Recoleta, também na capital argentina, por volta do meio-dia, e afirmou que esta é uma “eleição histórica” na qual se enfrentam “duas visões de futuro” diferentes.

“Acho que haverá mais participação do que nunca, pelo menos em várias décadas”, disse, segundo o jornal Clarín. “Amanhã vou trabalhar cedo na [Casa] Rosada para o futuro dos argentinos, independente do cenário”, acrescentou.

Macri votou em uma escola na região do Parque Las Heras, no bairro da Recoleta, onde foi recebido com muitos aplausos e cantos de “Sim, é possível”, o lema de sua campanha.

A candidata à vice-presidente pela chapa de Fernández e ex-presidente Cristina Kirchner votou em Río Gallegos, na província argentina de Santa Cruz. A senadora foi aplaudida por pessoas que a aguardavam e por moradores da vizinhança, mas não falou com a imprensa.

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Se as pesquisas forem confirmadas, Fernández, um advogado de 60 anos, vencerá no primeiro turno: basta obter mais de 45% dos votos ou mais de 40% e exceder seu rival em mais de 10 pontos. Caso contrário, o segundo turno será em 24 de novembro.

A votação começou às 8h locais em um dia cinzento em Buenos Aires, com previsão de tempestades em diferentes partes do país. As urnas fecham às 18h. Os primeiros resultados começar a sair às 21h.

O governo reforçou a presença de fiscalizadores nos centros de votação de todo o país por temor a irregularidades detectadas, segundo fontes oficiais, nas Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (Paso) de 11 de agosto passado.

Os eleitores vão às urnas em meio a um contexto econômico adverso – o país está em recessão há um ano e meio, com inflação galopante, a mais alta taxa de desemprego em 13 anos e um índice de pobreza cada vez maior.

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No último mês, Macri concentrou seus esforços em conquistar votos de indecisos e as abstenções para tentar levar o pleito ao segundo turno. Seus simpatizantes alertam que pode haver surpresas, já que não houve pesquisas após a enorme manifestação de apoio ao presidente no sábado em Buenos Aires.

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