Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Abuso sexual aumentou 38% nas Forças Armadas dos EUA em dois anos

Mulheres entre 17 e 24 anos foram as maiores vítimas; secretário de Defesa pede a autoridades militares ajuda para "criminalizar" práticas inapropriadas

Por Da Redação 2 Maio 2019, 16h12

As Forças Armadas dos Estados Unidos relataram nesta quinta-feira, 2, aumento substancial nos casos de abuso sexual dentro de suas tropas. Os dados indicam 20.500 ocorrências em 2018, contra 14.900 na última edição do levantamento, em 2016, representando um aumento de 38% dos relatos de “contato sexual não consentido” nestes dois anos.

O secretário de Defesa americano, Patrick Shanahan, pediu às autoridades que ajudem a “criminalizar” o assédio no ambiente militar. Segundo o estudo, o consumo de álcool estava envolvido em um terço dos casos de assédio, e mulheres entre 17 e 24 anos foram as maiores vítimas.

O relatório divulgado nesta quinta-feira inclui informações do Exército, da Força Aérea, da Marinha e dos Fuzileiros Navais e contabilizou depoimentos e pesquisas anônimas feitas com mais de 100.000 soldados. Segundo os responsáveis, a sondagem é 95% precisa.

Apenas um de cada três casos foi informado para a polícia. Em 2006, apenas um de cada 14 abusos foi reportado para as autoridades responsáveis. Os dados do último ano ainda indicaram que mais de 85% das vítimas conheciam seu assediador e que, na maioria dos casos envolvendo mulheres, o agressor era um de seus superiores na hierarquia militar.

Continua após a publicidade

A congressista democrata Jackie Speier, líder do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Deputados, disse ao jornal USA Today que os militares “devem aceitar que suas políticas atuais não estão mais funcionando.”

“O Congresso deve forçar o departamento (de Defesa) a abordar o assunto de uma maneira mais agressiva, lutando contra este tormento”, defendeu Speier, pedindo uma intervenção dos legisladores americanos.

Pouco depois da divulgação do relatório, Shanahan afirmou estar ouvindo e acatando recomendações da Força Tarefa de Investigação e Responsabilização por Assédio Sexual, criada no mês passado depois de reivindicações da senadora Martha McSally.

McSally foi a primeira mulher da Força Aérea a pilotar aviões em uma guerra e revelou ter sido estuprada por um superior durante seu tempo em serviço.

O secretário de Defesa afirmou estar adotando novas formas de “eliminar” os assédios, incluindo mais esforços para identificar os abusadores e para apoiar as vítimas. “Nós devemos e iremos melhorar”, concluiu.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês