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A sucessão de gafes de Trump em visita ao Reino Unido

Presidente americano desmentiu declaração que ele mesmo tinha dado em entrevista e protagonizou patacoadas diante da rainha Elizabeth II

Por Redação
Atualizado em 14 jul 2018, 20h00 - Publicado em 14 jul 2018, 17h22

A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Reino Unido ainda não terminou, mas já é possível dizer que ela ficará marcada por uma sucessão de gafes por parte do americano. Recebido com protestos que contaram com o balão gigante do “baby Trump”, que o representa como um bebê, usando fraldas e segurando um telefone celular, erguido por manifestantes em Londres, Trump deu uma patacoada diplomática atrás da outra. A primeira-ministra Theresa May foi atingida pelos desacertos do presidente, mas a maior vítima, mesmo, foi a rainha Elizabeth II.

 

Fake news?

Em entrevista ao tabloide britânico The Sun, Trump criticou Theresa May, atacando a nova estratégia anunciada pela premiê, que prevê um desligamento “suave” da União Europeia, com a assinatura de acordos de livre-comércio. “Eu o teria feito de uma forma muito diferente. Eu disse a Theresa May como fazê-lo, mas ela não me escutou”, disse. Ele, ainda, fechou as portas a um futuro acordo de livre-comércio entre o Reino Unido e os EUA. “Se eles concluírem um acordo como esse, trataremos com a UE, e não com o Reino Unido, o que vai matar o acordo (de livre-comércio com os EUA)”, disse Trump. Horas depois, Trump concedeu entrevista ao lado de May, na qual afirmou que não disse o que estava no conteúdo da entrevista publicado pelo The Sun. Depois de chamar a entrevista, que foi gravada, de “fake news”, ele disse não ter criticado a primeira-ministra, com quem teria uma relação “muito sólida”, e garantiu que os EUA estarão abertos a um acordo de livre-comércio com o Reino Unido.

 

Polêmica sobre imigração

Ao The Sun e em entrevista coletiva, Trump disse que permitir a entrada de milhões de imigrantes na Europa é “muito triste”. Ele declarou: “Acho que vocês estão perdendo sua cultura”. A afirmação está atraindo a ira de críticos, que afirmam que Trump está encorajando manifestações xenófobas de nacionalistas brancos. A diretora do Projeto de Inteligência do Southern Poverty Law Center, Heidi Beirich, classificou os comentários como “racistas”. Ela e outros especialistas dizem que os sentimentos anti-imigração refletem uma transformação demográfica que deixa desconfortável parte da população branca. As observações também ignoram lugares como Lisboa, em Portugal, onde um fluxo de imigrantes do Brasil, Cabo Verde e Angola enriqueceu a cultura desde times profissionais de futebol até a música popular.

 

Um pequeno grande atraso

O desastre diplomático de Trump não se limitou ao encontro com a premiê. O presidente e sua mulher, Melania, chegaram doze minutos atrasados para o encontro com a rainha Elizabeth II no Castelo de Windsor, na sexta-feira. A rainha, de 92 anos, esperou em pé e sob o sol. Demonstrando que não estava nada satisfeita com o atraso, a monarca chegou a olhar para o relógio duas vezes enquanto esperava.

 

Tomando a frente

O momento mais constrangedor de todo o encontro de Trump com Elizabeth II aconteceu em seguida. Durante a inspeção da guarda real, o presidente andou na frente e atrapalhou o caminhar da monarca. Em determinado momento, a rainha fez um gesto para o americano, indicando que ele poderia caminhar. Mas ele passou na frente e, de repente, parou. Elizabeth, então, teve que desviar do visitante para poder caminhar.

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O descompasso ganhou a internet e acabou ganhando vários memes e críticas:

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(Com Estadão Conteúdo)

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