Assine VEJA: informação confiável e exclusiva nas eleições + 4 revistas impressas a partir de R$ 35,90/mês.

A reação dos aliados asiáticos após Trump dizer que conversou com Kim Jong-un

Ele também ordenou que os Estados Unidos reduzissem os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 ago 2026, 08h58 | Atualizado em 18 ago 2026, 11h16
A reação dos aliados asiáticos após Trump dizer que conversou com Kim Jong-un Priorizar nos meus resultados Google

O presidente americano, Donald Trump, afirmou, na segunda-feira 17, que converou com o líder norte-coreano Kim Jong-un depois de ter ordenado que os Estados Unidos reduzissem os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A declaração provocou uma onda de reações entre os aliados de Washington na Ásia, que veem o regime de Pyongyang como uma ameaça nuclear.

Em declarações à imprensa no Salão Oval, Trump foi questionado se Kim tem respondido aos acenos da Casa Branca por uma conversa. “Sim, ele respondeu”, disse o líder americano, sem fornecer mais detalhes.

Antes disso, ele havia anunciado de forma repentina, no domingo 16, que havia ordenado ao Pentágono a redução das manobras militares “inapropriadas e hostis” com a Coreia do Sul. Na segunda-feira, insistiu que estava tornando a situação “muito mais segura” graças a seus vínculos com Kim. Os dois se reuniram três vezes durante seu primeiro mandato — incluindo as cúpulas em 2018 e 2019, antes do colapso das negociações sobre o arsenal nuclear de Pyongyang –, além de terem trocado uma série de cartas. Mas o relacionamento tem tido menos destaque desde o retorno à Casa Branca em 2025.

As polêmicas medidas de Donald Trump

Reações

Os exercícios “Ulchi Escudo da Liberdade”, com duração de 11 dias e realizados em conjunto com a Coreia do Sul, são concebidos para preparar os países para uma possível guerra com a Coreia do Norte — nação que considera as manobras um ensaio geral para uma invasão.

Continua após a publicidade

Nesta terça-feira, 18, o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, expressou apoio à cooperação conjunta de segurança com os Estados Unidos, seu principal aliado na área de defesa, e com a vizinha Coreia do Sul.

“Como o Japão enfrenta o ambiente de segurança mais grave e complicado do pós-guerra, a cooperação entre Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul é fundamental para a paz e a estabilidade da região”, disse Koizumi durante uma visita à Austrália.

Seu homólogo australiano, Richard Marles, afirmou que Canberra está “muito preocupada com o programa nuclear da Coreia do Norte, assim como com seu programa de mísseis, e deixamos claro este ponto de maneira constante”.

Continua após a publicidade

Autoridades sul-coreanas informaram que as manobras começaram de acordo com o previsto e que esperam que a química pessoal entre Trump e Kim os leve de volta às negociações, e depois reiterou nesta terça que os exercícios não refletem “nenhuma intenção de atacar a Coreia do Norte, nem de intensificar as tensões na península coreana”.

Enquanto isso, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, defendeu que as forças de seu país tenham mais independência em relação aos Estados Unidos. Segundo ele, o controle operacional em tempo de guerra (Opcon) das forças sul-coreanas, atualmente sob responsabilidade americana, deve ser transferido às autoridades locais durante seu mandato.

“Uma aliança sólida fortalece a base da segurança, e o reforço de nossas próprias capacidades aumenta nosso valor e nossa importância como aliados”, disse Lee em uma reunião de gabinete.

Continua após a publicidade

Ameaças

A presença de quase 30 mil soldados americanos lá remonta à Guerra da Coreia, que terminou em 1953 com um armistício, e não com um tratado de paz formal, o que significa que as duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra. Desde então, tropas americanas estão estacionadas na Coreia do Sul, e o país abriga atualmente o Camp Humphreys, a maior base militar americana fora do território dos Estados Unidos. As duas forças militares treinam e operam em estreita colaboração, inclusive por meio de exercícios anuais de grande escala, como o realizado nesta semana.

Na segunda-feira, Trump voltou a colocar em dúvida o apoio de Washington tanto à Coreia do Sul como aos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que se recusam a contribuir para a guerra contra o Irã.

“Um momento. Temos 39 mil soldados lá, protegendo os (sul-coreanos) de Kim Jong-un, o vizinho do lado, e vocês não vão nos ajudar em uma operação militar muito simples no Irã. Isso é estranho”, disse o presidente americano. “Não podemos ficar por aí protegendo todos estes países, especialmente quando eles não estão lá para nos ajudar”, acrescentou.

Continua após a publicidade

As críticas repetidas de Trump às alianças de longa data de Washington deixam em dúvida os compromissos com a segurança no leste asiático. O anúncio da redução das manobras ocorreu no momento em que o único porta-aviões americano que opera na região do Pacífico, o USS George Washington, está sendo deslocado ao Oriente Médio para substituir o USS Lincoln.

Além disso, aliados dos Estados Unidos em toda a Ásia estão sob pressão para aumentar seus orçamentos de defesa, incluindo Taiwan, que Pequim considera parte de seu território e já ameaçou usar a força para recuperá-la. O presidente taiwanês, Lai Ching-te, prometeu na segunda-feira um gasto recorde em defesa para 2027.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).