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A nova ameaça de Trump ao Irã após ataque dos EUA e declaração de que cessar-fogo ‘acabou’

Presidente americano também compartilhou uma série de imagens dos bombardeios ao país em suas redes sociais

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jul 2026, 20h04
A nova ameaça de Trump ao Irã após ataque dos EUA e declaração de que cessar-fogo ‘acabou’ Priorizar nos meus resultados Google

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta quarta-feira, 8, que se novos bombardeios a navios comerciais no Estreito de Ormuz ocorrerem novamente, “a situação irá piorar muito”. A publicação feita na rede social Truth Social ocorre após as forças do país realizarem novos ataques contra o Irã

“Isso é uma retaliação pelo bombardeio de navios realizado ontem pelo Irã. Se acontecer novamente, a situação será muito pior!”, escreveu o presidente norte-americano. Além da ameaça, Trump também compartilhou uma série de imagens dos bombardeios ao Irã em suas redes sociais. 

Explosão noturna em área industrial de Chabahar, Irã, com chamas alaranjadas e fumaça escura subindo sobre edifícios e a cidade iluminada ao fundo
(Truth Social/Reprodução)
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Mais cedo, os EUA confirmaram que estavam atacando o Irã. “Por determinação do Comandante-em-Chefe, as forças do Comando Central dos EUA iniciaram ataques adicionais contra o Irã para reduzir ainda mais a capacidade do país de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”, afirmou o Comando Central dos EUA em nota. “Os Estados Unidos responsabilizam o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegavam livremente por uma via navegável internacional de importância vital”.

Segundo a agência de notícias iraniana Mehr, explosões foram registradas nas regiões de Konarak, Bandar Abbas e Sirik, no litoral iraniano.

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Cessar-fogo “acabou”

Mais cedo nesta quarta, Trump havia afirmado que a trégua no Oriente Médio “acabou” após uma troca de ataques entre as forças americanas e as tropas iranianas nos dois dias anteriores.

O ocupante do Salão Oval chamou a república islâmica de “escória” e um país governado por “malucos” depois que Teerã respondeu a bombardeios americanos com ataques contra bases dos Estados Unidos no Golfo — de acordo com Washington, seus disparos foram motivados por investidas iranianas no Estreito de Ormuz na segunda-feira. Os preços do petróleo dispararam imediatamente 5% após as declarações do mandatário americano.

“No que me diz respeito, acabou”, declarou Trump durante a reunião de cúpula da Otan, ao ser questionado se a trégua com o Irã ainda estava em vigor. “É apenas uma perda de tempo lidar com eles”, acrescentou. “Eles são escória, são pessoas doentes, são liderados por pessoas doentes, e são pessoas perversas e violentas. E se tivessem uma arma nuclear, eles a usariam.”

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A ameaça do Irã

Antes dos ataques mais recentes, o Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz caso os EUA realmente realizassem os ataques comentados pelo presidente Donald Trump. Segundo a emissora estatal Press TV, que cita uma fonte de segurança, Teerã também promete retaliar qualquer ofensiva americana com ataques em proporção de “dois para um”.

A advertência volta a colocar em risco a travessia em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A navegação havia sido normalizada após a assinatura de um acordo preliminar de paz entre Washington e Teerã, no mês passado, mas a retomada das hostilidades voltou a colocar a região em estado de alerta.

De acordo com a Press TV, o fechamento da passagem seria adotado caso o governo americano cumpra as ameaças feitas por Trump durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, na Turquia.

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Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, Teerã “não responderá à vulgaridade com vulgaridade, mas com ações”, incluindo medidas “firmes”.

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