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A mesma arma matou as duas pessoas na Virgínia Tech

Não foi estabelecida uma conexão entre policial e a segunda vítima

Por Da Redação 9 dez 2011, 15h54

A polícia do estado da Virgínia, leste dos Estados Unidos, vinculou nesta sexta-feira as duas mortes ocorridas na véspera por disparos na universidade Virginia Tech à mesma arma. Entretanto, a polícia se negou a confirmar informações de que a segunda vítima fatal poderia ter sido o próprio atirador.

“Os exames de balística vincularam oficialmente os disparos mortais feitos na tarde de quinta-feira no campus de Virginia Tech em Blacksburg, Virgínia”, informou a polícia em um comunicado. “Testes realizados pelo Departamento de Ciência Forense da Virgínia confirmaram que as vítimas morreram de disparos da mesma arma”, informou.

“Os investigadores estão certos de ter localizado a pessoa”, disse a jornalistas o porta-voz da polícia, Bob Carpentieri. Enquanto isso, a universidade de 31.000 estudantes permitiu a livre circulação no campus na noite de quinta-feira, após mantê-lo fechado várias horas.

Ataque – O oficial de polícia do campus de Virgínia Tech, Deriek Crouse, de 39 anos, foi morto a tiros durante um “controle de tráfego rotineiro” em um estacionamento perto de uma instalação esportiva. Outra pessoa foi encontrada morta em outro estacionamento do campus e a arma foi encontrada perto da segunda vítima, disse Carpentieri.

O porta-voz disse ainda que o atirador não era o motorista que Crouse havia detido. A polícia não comentou nada sobre o possível motivo do ataque, e ainda não há uma conexão entre o policial e a segunda vítima, que não estudava na universidade.

Crouse era policial do campus desde o fim de 2007, seis meses depois de a Virginia Tech ser palco do pior massacre em uma universidade da história dos Estados Unidos. Uma estudante não identificada que se encontrava no local do crime contou ao canal de TV WDBJ, contendo as lágrimas, que viu o policial cair de seu veículo quando outros policiais abriram a porta.

Histórico – Policiais com pistolas e rifles de assalto ocuparam o campus de Blacksburg, Virgínia, enquanto estudantes e funcionários se refugiavam em seus dormitórios, escritórios e um centro lúdico. O incidente reviveu memórias do tiroteio de 16 de abril de 2007, quando Cho Seung-hui, um estudante de 23 anos, matou 32 colegas e professores antes de cometer suicídio. A universidade foi obrigada a pagar uma multa de 55.000 dólares por não ter advertido a tempo os estudantes que um homem armado estava no campus.

(Com agência France-Presse)

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