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‘A festa acabou’: novo governo da Colômbia promete cortar gastos e enxugar Estado

Presidente eleito Abelardo de la Espriella anunciou agenda de austeridade, reforma tributária e mudança na política energética

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jul 2026, 18h14 | Atualizado em 1 jul 2026, 20h06
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O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, começou a antecipar a guinada econômica que pretende implementar quando assumir o cargo, em 7 de agosto. Nesta quarta-feira, 1º, integrantes de sua equipe anunciaram um plano de austeridade que prevê redução do tamanho do Estado, revisão do orçamento e retomada da exploração de petróleo e gás por meio do fraturamento hidráulico, o chamado fracking, uma prática que críticos dizem criar riscos ambientais significativos.

“A festa acabou”, afirmou o futuro ministro da Economia, Miguel Gómez, ao apresentar a estratégia do novo governo para enfrentar o déficit fiscal, que alcançou 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB), um dos maiores da América Latina, atrás apenas do Brasil, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

“Primeiro, o Estado precisa apertar o cinto e recuperar o controle sobre seus gastos”, afirmou Gómez em entrevista à rádio Blu.

Redução da máquina pública

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Espriella, advogado de direita e estreante na política, venceu a eleição prometendo reduzir em 40% o tamanho da estrutura estatal, em contraste com a política de expansão dos gastos públicos adotada pelo presidente Gustavo Petro, o primeiro governante de esquerda da história do país.

Embora ainda não tenha detalhado como será implementado o plano de austeridade, Gómez afirmou que o governo pretende extinguir ministérios, revisar o orçamento federal e encaminhar uma reforma tributária voltada, segundo ele, ao estímulo do crescimento econômico.

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Outra medida anunciada é limitar o crescimento das despesas públicas. Segundo o futuro ministro, o orçamento de 2027 deverá aumentar abaixo da inflação. “O que recebo é ruim, muito ruim”, disse Gómez ao comentar a situação das contas públicas.

Nova política energética

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A equipe do presidente eleito também confirmou que pretende reverter parte da política energética implementada por Gustavo Petro.

Durante seu mandato, Petro interrompeu a autorização para novos contratos de exploração de petróleo e gás como parte da estratégia de transição para fontes renováveis de energia. A nova gestão considera que a medida reduziu a capacidade de investimento e comprometeu as reservas energéticas do país.

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“A realidade é que a Colômbia empobreceu em termos energéticos. As reservas de petróleo e gás diminuíram e, nessas condições, é muito difícil fazer a economia crescer”, afirmou Gómez.

Para isso, o governo pretende autorizar novamente a exploração por meio do fracking, técnica que utiliza alta pressão para fraturar formações rochosas e liberar petróleo e gás natural.

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Defensores da técnica argumentam que ela amplia a produção de combustíveis fósseis e fortalece a segurança energética. Críticos, porém, alertam para os impactos ambientais, como o elevado consumo de água, o uso de produtos químicos potencialmente contaminantes e o risco de pequenos tremores de terra provocados pela atividade.

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