A barganha de Zelensky para Ucrânia não ser esquecida em meio à guerra no Oriente Médio
Presidente ucraniano oferece treinamento anti-drone a nações do Golfo Pérsico sob ataques do Irã, mas pede contrapartida
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que seu país deseja receber dinheiro e tecnologia em troca de auxiliar as nações do Oriente Médio que buscaram sua experiência na defesa contra ataques de drones promovidos pelo Irã. A declaração foi dada no domingo 15, quando o mandatário disse ter enviado equipes de especialistas para realizar avaliações especializadas junto a países do Golfo Pérsico e demonstrar como as defesas anti-drone devem operar.
De acordo com Zelensky, três equipes foram enviadas aos Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita, além de uma base dos Estados Unidos na Jordânia. O mandatário apontou que acordos de longo prazo poderão ser firmados junto às nações interessadas, mas que o custo da assistência fornecida pela Ucrânia ainda precisa ser discutido. “Para nós, tanto a tecnologia quanto o financiamento são importantes”, disse a repórteres.
As nações do Golfo Pérsico têm utilizado grande parte de seu equipamento de defesa para combater os drones iranianos desde o início de março, quando Teerã iniciou sua contraofensiva após ter seu território alvejado pela coalizão EUA-Israel. O modus operandi padrão na região é gastar enormes quantidades de mísseis de defesa aérea para destruir os equipamentos iranianos, um contraste marcante na comparação com o que é visto na Guerra da Ucrânia.
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Durante os quatro longos anos de conflito, a Rússia utilizou amplamente os drones iranianos Shahed-136, conhecidos como ‘suicidas’ e empregados na guerra em andamento no Oriente Médio. A experiência fez com que Kiev desenvolvesse uma expertise em lidar com o equipamento, muitas vezes empregando interceptadores de drones baratos, ferramentas eletrônicas de interferência e seus próprios veículos aéreos remotos para encerrar a ameaça.
A valiosa experiência tornou o case militar da Ucrânia alvo de desejo por diferentes nações da Europa, Oriente Médio e África, com Zelensky apontando que até mesmo os Estados Unidos estão entre os interessados — embora seu homólogo americano, Donald Trump, tenha dito não precisar da ajuda de Kiev para derrubar drones. Devido à importância desse ‘recurso’, o presidente fez questão de criticar empresas ucranianas que, segundo ele, tentaram firmar acordos para equipamentos anti-drones com governos estrangeiros sem a aprovação de Kiev.





