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A ‘arma secreta’ que a Ucrânia pode ganhar para virar a guerra contra a Rússia

Em meio às celebrações da independência ucraniana, Kiev pode receber em breve novo trunfo para usar no campo de batalha

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 ago 2026, 12h46 | Atualizado em 25 ago 2026, 10h49
A ‘arma secreta’ que a Ucrânia pode ganhar para virar a guerra contra a Rússia Priorizar nos meus resultados Google

Em meio à visita do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, a Kiev, nesta segunda-feira, 24, e um novo pacote de ajuda prometido pela União Europeia, a Ucrânia pode ganhar em breve um novo trunfo na guerra travada contra a Rússia.

No domingo, o governo do Reino Unido indicou que o líder trabalhista pretende “anunciar que o governo deu a aprovação para que a empresa de defesa MBDA compartilhe informações sigilosas sobre os componentes britânicos do míssil de longo alcance SCALP”, permitindo que os ucranianos produzam as armas no próprio país. O sistema, chamado de Storm Shadow pelos britânicos e SCALP pelos franceses, foi desenvolvido em uma parceria entre as duas nações europeias.

+ UE despacha lideranças à Ucrânia e anuncia ajuda de R$ 36 bi em meio a escalada da guerra

O míssil de cruzeiro já é utilizado no campo de batalha contra alvos militares russos, sobretudo contra instalações protegidas e fortificadas, como bunkers e centros de comando – uma tarefa quase impossível para os drones mais leves que Kiev vem usando para atingir alvos expostos, como refinarias de petróleo e depósitos.

A autorização para produção em solo ucraniano, no entanto, não resolve problemas de uma vez, já que o país ainda depende de aliados para armas mais complexas, sobretudo sistemas de defesa, como o Patriot americano – Washington, no entanto, reduziu seus estoques após o uso de grande quantidade de interceptadores durante o conflito com o Irã e tem demonstrado resistência em ampliar os envios.

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Nesta segunda, ao passo que lideranças do velho continente viajaram a Kiev enquanto o país celebra o 35º aniversário de sua independência, a União Europeia (UE) anunciou um novo pacote de ajuda de 6,1 bilhões de euros (cerca de R$ 36 bilhões).

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A ajuda é parte de um empréstimo de 90 bilhões de euros concedido a Kiev. Mais da metade do montante será destinada à assistência militar, incluindo o reforço da defesa aérea, além da aquisição de mísseis e munições.

A Comissão Europeia justificou a liberação do valor afirmando que o fortalecimento das defesas ucranianas se tornou cada vez mais urgente. Segundo o bloco, a Rússia realizou quase 400 ataques com mísseis apenas em julho.

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No sábado, o presidente francês, Emmanuel Macron, se comprometeu a enviar interceptadores para a Ucrânia após uma nova onda de ataques.

Coalizão dos Dispostos

As novas medidas são discutidas enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recebe os principais aliados europeus que integram a chamada Coalizão dos Dispostos. O grupo se reúne para discutir novas formas de apoio a Kiev, quatro anos e meio após o início da invasão russa em larga escala.

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“Neste Dia da Independência da Ucrânia, expressamos nosso apoio inabalável”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em sua conta no X (ex-Twitter).

Enquanto isso, a Rússia acusou o Reino Unido de dificultar as negociações de paz ao fornecer à Ucrânia informações necessárias para a produção dos mísseis Storm Shadow.

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“A Grã-Bretanha está, de forma metódica e regular, atiçando o fogo e a tramando esquemas para impedir até mesmo o mínimo progresso no processo de paz”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acrescentando que Moscou atacaria e “destruiria” as instalações de produção do míssil na Ucrânia.

O presidente russo, Vladimir Putin, também acusou Kiev, no sábado, de ter “aberto a caixa de Pandora” ao atacar a economia russa com disparos cada vez mais frequentes contra refinarias de petróleo. A campanha com drones de longo alcance já provocou escassez generalizada de combustível em Moscou e outras cidades do país.

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