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1º de maio: manifestações do Dia do Trabalhador têm prisões pelo mundo

Milhares de pessoas foram às ruas de capitais europeias e asiáticas reivindicar mais empregos, proteção trabalhista e recuperação econômica

Por Da Redação
1 Maio 2021, 16h14

Milhares de trabalhadores e líderes sindicais foram às ruas neste 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador, para reivindicar mais empregos, proteção trabalhista e recuperação econômica, em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Países em que o surto está mais controlado, com menores restrições de isolamento, registraram as maiores reuniões – que terminaram em tumulto e prisões.

Em Paris, onde a data foi criada em 1889, em homenagem a uma manifestação feita três anos antes por trabalhadores americanos de Chicago, alguns manifestantes chegaram a entrar em confronto com a tropa de choque. Muitos dos trabalhadores utilizava máscaras e citava os efeitos da Covid-19. “Queremos viver, não sobreviver”, dizia um dos cartazes.

Os sindicalistas franceses se juntaram a membros do movimento “Colete Amarelo”, que desencadeou uma onda de protestos antigovernamentais três anos atrás. Ao menos 34 pessoas foram detidas na capital francesa, onde latas de lixo foram incendiadas e as janelas de uma agência bancária foram quebradas. Prisões também foram registradas na Turquia e nas Filipinas até o momento.

Na Rússia, onde os protestos costumam ser intensos, apenas uma pequeno grupo de integrantes do Partido Comunista Russo desafiou a proibição de reunião de pessoas, em Moscou.

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Na Itália, pelo segundo ano consecutivo, as manifestações foram mais tímidas, sem grandes marchas ou shows de rock, em razão das restrições impostas pela pandemia. A exceção ocorreu em Turim, no norte do país. Já as passeatas em Amsterdã, na Holanda, e em Berlim, na Alemanha, atraíram um grande número de apoiadores.

Os protestos em Berlim reivindicava descontos em aluguéis e salários mais altos. Negacionistas de extrema direita e críticos às medidas de combate à Covid-19 também foram vistos nas manifestações, segundo a polícia berlinense.

Na Indonésia, houve tumulto em protesto em mais de 200 cidades contra uma nova lei trabalhista que, segundo seus críticos, pode reduzir as indenizações por demissão e aumentar a terceirização do trabalho. Os manifestantes na capital Jacarta levaram sepulturas às ruas para simbolizar a desesperança.

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Em, Manila, capital das Filipinas, manifestantes também furaram o bloqueio imposto pelo governo e se reuniram em uma praça pública para exigir subsídios salariais e vacinas contra a Covid-19, em meio ao aumento das infecções e também do desemprego e da fome no país asiático.

Em Istambul, na Turquia, líderes sindicais foram autorizados a colocar coroas de flores na Praça Taksim, mas houve confrontos com a tropa de choque. O governo da capital informou que 212 pessoas foram presas por violar as restrições ao coronavírus.

Dia do Trabalhador: manifestante é detido em Istambul, na Turquia
Dia do Trabalhador: manifestante é detido em Istambul, na Turquia (Murat Baykara/Getty Images)
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