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Webber ataca pilotos pagantes, que ‘baixam nível’ de GPs

Companheiro de Vettel na Red Bull diz que a qualidade da categoria despencou

Por Da Redação 3 out 2013, 08h54

“Precisamos de corridas de qualidade, com pilotos de qualidade e times de qualidade”, disse Webber

De saída da Fórmula 1 depois de mais de uma década na categoria, o australiano Mark Webber não precisa mais se preocupar em praticar a política de boa vizinhança. Assim, o piloto sentiu-se confortável para desabafar na quinta-feira contra o que considera um dos grandes problemas da modalidade: a presença de competidores que chegaram à Fórmula 1 só por causa de interesses comerciais, como os que são patrocinadores que os colocam nas equipes ou os países que promovem corridas e exigem a presença de um piloto “da casa”. Sem lugar na Red Bull na temporada 2014, o companheiro de time de Sebastian Vettel vai para a Porsche e disputará o Mundial de Endurance (WEC) no ano que vem.

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Na opinião de Webber, a chegada dos pilotos pagantes tem afastado muitos competidores talentosos, além de aumentar a distância entre os pilotos de ponta e os novatos. “A Fórmula 1 precisa continuar atraindo os pilotos talentosos, não esses garotos cujos países sediam uma corrida ou têm algum governo ajudando ou grandes empresas comerciais por trás para gastar milhões de dólares com eles. Isso não está certo”, disse Webber em entrevista ao canal britânico Sky Sports. Webber também criticou o calendário da Fórmula 1, dizendo que chegou a hora de priorizar as provas em circuitos tradicionais ao invés de levar as corridas para locais onde há pouco público. “Na Coreia do Sul, não tem ninguém nas arquibancadas. Precisamos de corridas de qualidade, com pilotos de qualidade e times de qualidade.”

Confira a tabela do campeonato mundial de pilotos

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Logística – Também na quinta-feira, outro piloto experiente reclamou do calendário. O brasileiro Felipe Massa ainda não sabe se continuará na categoria em 2014, mas já prevê problemas caso consiga uma nova equipe e tenha de cumprir a maratona determinada pela FIA. “É algo desconfortável, não apenas para os pilotos mas também para as equipes. Acho que daria para fazer um calendário bem melhor para o ano que vem”, afirmou. Pelo cronograma apresentado pela FIA, a temporada terá 22 corridas, um recorde. Para Massa, será um grande desafio de logística para as equipes. “O problema é que você vai para o Japão, volta para a Europa… Se querem fazer muitas corridas, sem problema, mas é preciso fazer de um jeito melhor.”

(Com agência Gazeta Press)

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