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Waldemar cobra boa vontade da bola e garante: Eu sigo no cargo

Ameaçado de demissão após a derrota deste domingo por 1 a 0 diante do Santa Cruz, o técnico Waldemar Lemos completou cinco partidas sem vitória, mas garantiu que segue prestigiado no cargo.

‘Eu sigo no cargo, podem ficar tranqüilos’, disse o treinador, para depois completar o raciocínio: ‘Nós tentamos, mas a bola precisa ter um pouco de boa vontade com a gente. Tivemos quase 80% de posse de bola, mas infelizmente não conseguimos fazer os gols. Uma hora como essa tem que apoiar e dar tranqüilidade’.

Cobrado publicamente pela diretoria do Timbu na última semana, o treinador fica sem vencer nenhum clássico na primeira fase do Campeonato Pernambucano – são duas derrotas e dois empates. Em quarto lugar a duas rodadas do fim da competição, o time deve enfrentar o imbatível líder Sport nas semifinais. Isso se o Petrolina, com seis pontos a menos, não se tornar a grande surpresa do ano.

A ineficiência ofensiva preocupa o treinador, mas não o deixa desesperado: ‘Estamos trabalhando com dificuldades para montar o ataque, cada partida é uma dupla, mas precisamos superar essa situação, que é natural. Estou tranquilo, acho que o tempo e o trabalho dão um jeito nisso. Não adianta ter desespero’.

Nos vestiários do Arruda, o vice-presidente de futebol do clube, Toninho Monteiro, garantiu a permanência de Waldemar Lemos: ‘Waldemar é o técnico do Náutico. Não tem essa de questionar o trabalho dele, que foi responsável por subir o time para a Série A. Quando a maré está braba é lasca. Mas temos mais dois jogos nesta primeira fase e vamos trabalhar forte’.