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Vozes do Futebol: Índio volta à aldeia para ser técnico

Ex-jogador do Corinthians assume o Gavião Kyikatêjê, primeiro time profissional de índios, para levar o clube à elite do futebol paraense

Por Da redação Atualizado em 18 abr 2018, 18h22 - Publicado em 1 abr 2018, 16h34

Marabá, no interior do Pará, foi a quarta parada da Expedição Vozes do Futebol, projeto de VEJA em parceria com a Mercedes-Benz, que busca grandes histórias e personagens sobre a maior paixão nacional. A equipe de reportagem visitou a aldeia Gavião Kyikatêjê, no município de Bom Jesus do Tocantins, ao lado de Marabá, e encontrou um indígena famoso no mundo da bola. Índio, lateral-direito bicampeão brasileiro e campeão mundial com o Corinthians, estava na tribo e recebeu o repórter Alexandre Senechal para uma conversa no meio da comunidade.

A aldeia Gavião Kyikatêjê é a sede da primeira equipe de futebol profissional de origem indígena do Brasil – o cacique Zeca Gavião garante que é a pioneira no mundo – e a tribo se tornou conhecida quando o time chegou à primeira divisão do Campeonato Paraense em 2014. Às vésperas de completar 39 anos, Índio, natural de Alagoas e que vive atualmente em Minas Gerais, chega ao clube para treinar as equipes principal e sub-19 do Gavião Kyikatêjê Futebol Clube. O objetivo é levar o Gavião de volta à elite do Estadual. A disputa da segunda divisão paraense começa no mês de outubro.

O acordo e a função ainda dependem da palavra final do cacique da aldeia, que acumula o cargo de presidente do clube, e também seria o técnico caso o ex-corintiano não aceitasse o convite. “Ele quer que eu jogue, mas eu vou ficar como treinador também. Ele já viu como eu trabalho. No primeiro jogo, eu meti 4 a 1, aí no segundo ele assumiu e o time perdeu, então ele já viu que eu que tenho de treinar a equipe”, brinca.

Durante a última semana, o Gavião Kyikatêjê disputou os Jogos da Festa da Castanha, competição realizada na própria aldeia entre tribos do Pará, Maranhão e Tocantins. Desapontado com o rendimento da equipe, Índio admite que vai adotar o estilo disciplinador para colocar o time nos eixos. “Tem que ser assim, duro. Na hora de brincar, a gente brinca, mas na hora de trabalhar, tem que trabalhar forte”.

Confira a entrevista com Índio publicada no Facebook de VEJA:

A Expedição Vozes do Futebol percorrerá 8.702 quilômetros de estradas ao longo de 40 dias, passando pelas cinco macro-regiões do país e por quinze Estados, para mostrar o impacto do esporte mais praticado no mundo na vida de brasileiros com perfis completamente distintos.

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