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Voto para sede da Copa de 2010 custava US$ 7 mi, acusa Egito

Ex-ministro do Esporte do país africano confirma que houve pedidos de propina na eleição vencida pela África do Sul

Por Da Redação 5 jun 2015, 09h12

O ex-ministro do Esporte do Egito, Aley Eddine, afirmou nesta quinta-feira que a candidatura do país para receber a Copa do Mundo de 2010 fracassou porque a federação egípcia se recusou a pagar propinas aos eleitores, membros do Comitê Executivo da Fifa. Segundo Eddine, Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa, pediu suborno de 7 milhões de dólares (cerca de 21 milhões de reais) para votar no Egito, em uma prática que seria repetida por outros cartolas.

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“Eu não imaginava que a Fifa seria tão corrupta. Warner nos pediu 7 milhões de dólares pelo voto”, contou Eddine à emissora ONTV, do Cairo. Segundo ele, a reunião ocorreu nos Emirados Árabes Unidos em 2004 e envolveu ainda o presidente da federação egípcia, El-Dahshori Harb. “Eu disse ao presidente da federação que o Egito não poderia fazer parte desse crime”, contou o ex-ministro.

O caso chegou até o serviço de inteligência do governo do então presidente Hosni Mubarak. “Eu informei ao chefe de espionagem do governo, Omar Suleiman, que me confirmou que eu tomei a decisão certa”. Suleiman seria o líder, anos depois, da contrarrevolução na Primavera Árabe.

Sede da Copa de 2010, a África do Sul se pronunciou sobre o caso. Nesta quinta-feira, a polícia de Pretória anunciou que abriu investigações diante das acusações do FBI de que o país teria pago 10 milhões de dólares para garantir o voto de Warner. Chuck Blazer, ex-executivo da Fifa, também confirmou em sua confissão diante da Justiça americana que recebeu propinas na escolha da sede da Copa de 2010.

(Com Estadão Conteúdo)

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