Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Volta de palmeirenses ao vestiário teve ‘chuteiradas’ em corintianos

Por Da Redação 4 dez 2011, 19h44

Jogadores do Palmeiras estenderam o nervosismo do quente final de clássico para o pós-jogo. Eufóricos pela conquista do título, corintianos (jogadores não relacionados, membros da comissão técnica e diretores) tentaram subir ao gramado do Pacaembu pelo corredor de acesso da imprensa, ao lado do caminho que leva ao vestiário visitante, e houve encontro. Apesar de haver um muro de separação, alguns palmeirenses levantaram o braço e acertaram suas chuteiras nos rivais.

‘Chupem. Ficaram bebendo o ano inteiro e agora quiseram correr’, rebateu Mauri Silva, ex-jogador e atualmente observador técnico corintiano, que engrossava a fila na vã tentativa de subir ao campo – além dele, Edu Gaspar (gerente de futebol), Duílio Monteiro Alves (diretor adjunto de futebol), o goleiro Renan, o meia Nenê Bonilha e outros atletas tentavam entrar pelo caminho errado. Após o incidente, todos eles deram meia-volta e entraram pelo devido caminho.

O chefe de segurança do clube do Parque São Jorge minimizou o ocorrido instantes depois do apito final. ‘Como alguns dos nossos tentaram entrar pelo corredor da imprensa, houve um vucovuco, mas não passou disso’, avaliou o coronel Waldi Dutra, que ainda ouviu reclamação por uma suposta agressão ao filho de Roberto de Andrade, primeiro vice-presidente e diretor de futebol.

A animosidade entre corintianos e palmeirenses teve início nos minutos finais da partida, quando o atacante Jorge Henrique provocou a defesa alviverde ao imitar o ‘chute no vazio’ do meia chileno Valdívia e tomou uma entrada dura do volante João Vítor. Rapidamente outros palmeirenses foram tirar satisfação com o corintiano, causando confusão generalizada entre as equipes.

Com o empate sem gols diante do arquirrival, o Corinthians chegou a 71 pontos, dois de frente para o segundo colocado Vasco, e se consagrou pentacampeão brasileiro. Em festa cheia de conselheiros e torcedores no vestiário, houve gritos de ‘Jorge Henrique’ e ‘chupa, Valdívia’.

Continua após a publicidade
Publicidade