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Vídeo mostra Jack Warner falando dos pagamentos de Bin Hammam

Por Sebastian Derungs 12 out 2011, 14h45

O jornal britânico The Daily Telegraph divulgou nesta quarta-feira um vídeo em que o ex-vice-presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) Jack Warner, de Trinidad e Tobago, fala de como administrar os constantes presentes em dinheiro do catariano Mohamed Bin Hammam.

Nas imagens, que datam de maio, Warner conversa com membros da Confederação Caribenha de Futebol (CFU), a quem deu conselhos sobre como lidiar com os pagamentos em dinheiro de Bin Hammam, quando este último era candidato à Presidência da Fifa.

Bin Hammam acabou sendo punido com a exclusão do futebol, depois de ter sido acusado de tentar comprar votos dessas autoridades caribenhas com pagamentos de 40.000 dólares (28.000 euros) às vésperas da eleição para a Presidência da Fifa.

“Sei que algumas pessoas acreditam que são muito pias. Se vocês são pios, vão à igreja amigos, mas o fato é que nosso negócio é nosso negócio. Se alguém tem consciência e deseja devolver o dinheiro, estou disposto a devolver o dinheiro a qualquer momento”, disse Warner nas imagens.

“Disse a ele, ‘se trouxer’ notas não quero que sejam dadas a ninguém, mas se der presentes, pode dá-los à CFU e à CFU os dará a seus membros. Porque não quero que apareça depois que alguém teve a obrigação de votar em você pelos ‘presentes'”, acrescentou.

No vídeo, Warner também explicou aos delegados que uma reeleição de Joseph Blatter, que disputou este ano com Hammam, representaria um novo passo para a eleição do francês Michel Platini, atual presidente da União Europeia de Associações de Futebol (Uefa), como dirigente da Fifa após o último mandato do suíço.

“Não sabemos se será o melhor para nossos interesses ter um presidente francês, um secretário-geral francês…”, comentou Warner.

“Temos que nos assegurar que Platini não é, de forma alguma, o herdeiro automático da Fifa. Porque, digo a vocês, se isso ocorrer, a Fifa se transformará em uma província francesa, para sempre”, concluiu.

Austin Jack Warner, de 68 anos, empresário pouco conhecido do grande público fã de futebol, foi um dos personagens mais influentes da Fifa, até a sua renúncia, em 20 de junho.

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