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Vettel compara Bahrein ao Brasil – e diz que não queria vir

'Também não é realmente o lugar onde gostaríamos de estar', disse bicampeão. Barrichello respondeu, reclamando da imagem que os estrangeiros têm do país

Por Da Redação
20 abr 2012, 08h04

“Você pode imaginar quando vamos ao Brasil. Também não é realmente o lugar onde gostaríamos de estar, dependendo do local. Portanto, estar aqui não é grande problema”

O assunto que predomina entre pilotos e os organizadores da Fórmula 1 não é quarta etapa do Mundial de Pilotos e Construtores, mas sim o clima de tensão no Bahrein, que sedia o evento neste fim de semana. Na quinta-feira, o bicampeão Sebastian Vettel também foi abordado sobre a questão. O alemão comparou a situação do país árabe com a do Brasil – e acabou revelando que não gosta de viajar ao país. “Com certeza, fora daqui talvez exista algum tipo de risco, mas isso existe em todos os lugares, afirmou ele, ao ser questionado sobre o susto com os funcionários da equipe Force India. Foi aí que Vettel emendou com seu comentário polêmico: “Você pode imaginar quando vamos ao Brasil. Também não é realmente o lugar onde gostaríamos de estar, dependendo do local. Portanto, estar no Bahrein não é um grande problema”.

Tabela: a classificação do mundial de pilotos, após três corridas disputadas

Vettel opinou que o foco deve estar na competição, não em questões políticas, e minimizou a importância do caso dos funcionários. Os membros da equipe indiana ficaram presos em meio a um confronto entre manifestantes e a polícia local. “Ouvi falar, mas acho que, em geral, não parece um problema estar no paddock.” O jovem piloto da Red Bull acabou soltando outra frase controversa quando se disse satisfeito em “voltar para a pista nesta sexta e começar a se preocupar com as coisas que realmente importam, como temperatura de pneus e desempenho de carro”. Ficou a impressão de que o alemão – que, como bicampeão da Fórmula 1, é um dos grandes representantes e porta-vozes da categoria – acha pouco importante um confronto político com sérias implicações e muito importante uma corrida de automóvel.

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Os protestos da oposição no Bahrein visam reivindicar reformas democráticas que acabariam com o autoritarismo do regime monárquico. Hoje, no país, as mulheres têm direitos restritos e não existe completa liberdade de imprensa e de expressão. Rubens Barrichello criticou o comentário de Vettel e afirmou que os europeus têm uma visão errada do país. Barrichello, que trocou a Fórmula 1 pela Fórmula Indy neste ano, acredita que a impressão equivocada dos europeus com relação ao Brasil seja um reflexo do que é transmitido pelos noticiários de TV. “Acho que é horrível comparar o Brasil ao Bahrein. É completamente diferente. No Brasil não há guerra. Esse tipo de opinião vem dos programas de televisão que mostram pessoas surfando nos trens, dando uma ideia totalmente errada”, disse, em entrevista a um site especializado em automobilismo.

(Com agência Gazeta Press)

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