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Vettel busca hegemonia e Massa reafirmação na abertura da F-1

A temporada 2012 da Fórmula 1 começa na madrugada deste domingo, 18 de março, com o Grande Prêmio da Austrália. A corrida em Melbourne dá início a um campeonato importante para o alemão Sebastian Vettel, que pode se tornar apenas o terceiro piloto da história a conquistar três títulos consecutivos do Mundial, e para o brasileiro Felipe Massa, que está em seu último ano de contrato com a Ferrari e precisa se reafirmar na categoria.

O calendário prevê 20 provas, com o encerramento do campeonato marcado para o dia 25 de novembro, no Grande Prêmio do Brasil. Alguns eventos, no entanto, ainda estão em xeque. O GP do Bahrein, quarta etapa do Mundial, foi cancelado no ano passado, devido aos conflitos sociais no país, que ainda ocorrem. O GP dos Estados Unidos, penúltimo da temporada, não está garantido, já que o Autódromo de Austin não está concluído.

De forma inédita, o Mundial-2012 contará com seis campeões mundiais na disputa, totalizando 14 títulos – sete do alemão Michael Schumacher, dois do espanhol Fernando Alonso, dois do alemão Sebastian Vettel e um do finlandês Kimi Raikkonen e dos britânicos Jenson Button e Lewis Hamilton.

Na pista, Vettel será o centro das atenções. Dominante na categoria com a Red Bull nos últimos dois anos, ele chega pressionado para buscar seu terceiro título consecutivo na categoria. Apenas o argentino Juan Manuel Fangio, tetracampeão entre 1954 e 1957, e o também alemão Michael Schumacher, pentacampeão de 2000 a 2004, conseguiram o feito.

Um dos obstáculos para Vettel continuar seu domínio é a mudança de regras na Fórmula 1. A parte frontal dos carros agora é mais baixa, o que fez com que a maioria das equipes optasse por colocar um degrau no bico do veículo, e o sistema de escapamento precisa se adequar a um novo regulamento.

‘Ganhar o primeiro título é um grande alívio, mas isso não quer dizer que você não se importa com o que acontece depois. É o oposto. Você sabe que começa tudo de novo e, naturalmente, quer ser campeão de novo. Nada mudou. Continuo com fome e continuo ficando chateado se alguém ganha de mim, o que é algo bom’, disse o alemão. Se ganhar o Mundial, ele se tornará o mais jovem tricampeão da F-1, superando Ayrton Senna

O grid da Fórmula 1 também deve ser outro empecilho para o domínio de Vettel e Red Bull. Os testes de pré-temporada da F-1 em Jerez de la Frontera e Barcelona apontam boa forma da McLaren, dos talentosos e campeões Jenson Button e Lewis Hamilton, da Mercedes, de Michael Schumacher, e da Lotus, que conta com o retorno do finlandês Kimi Raikkonen.

A Ferrari ainda encontra dificuldades com seu novo carro, mas o espanhol Fernando Alonso já demonstrou na temporada passada que pode disputar as primeiras colocações mesmo com um bólido abaixo dos rivais. Já Felipe Massa não foi bem nos últimos dois anos e precisa de um bom desempenho em 2012 para renovar seu contrato.

O brasileiro dirigirá pela escuderia italiana pelo sétimo ano consecutivo, mas vê seu posto ameaçado por jovens promessas da categoria, como o mexicano Sergio Pérez. Ele não vence uma prova na F-1 desde o GP do Brasil de 2008, etapa de encerramento do campeonato. Seu último pódio foi no GP da Coreia do Sul de 2010.

‘É trabalhar 100% para renovar e continuar no time. Isso não é diferente do que já aconteceu várias vezes na minha carreira. Estou no meu sétimo ano na Ferrari e isso não me preocupa’, garante Massa. ‘O que está em volta não entra na cabeça do piloto e a gente pode trabalhar 100% para fazer um bom resultado’, completa.

Assim como em 2011, o grid da Fórmula 1 conta com dois brasileiros. Rubens Barrichello perdeu seu lugar na Williams após disputar o Mundial por 19 temporadas consecutivas e acabou substituído por Bruno Senna, que conta com forte apoio de patrocinadores nacionais. O sobrinho do tricampeão mundial da F-1 Ayrton Senna participou pela primeira vez de uma pré-temporada da categoria.

Em 2010, ele fez sua estreia na F-1 pela então recém-criada equipe Hispania, que não levou seu carro à pista antes das atividades do primeiro GP do ano. Na temporada passada, era piloto reserva da Lotus-Renault e assumiu o cockpit da escuderia no meio do Mundial, com a demissão do alemão Nick Heidfeld.

‘Até o ano passado tudo o que eu podia fazer durante este período da pré-temporada era preparação física. Agora pudemos andar no carro, fazendo preparação técnica com os engenheiros, com a equipe e tudo isso fez toda a diferença nesta pré-temporada. Chego neste estágio do campeonato com uma preparação provavelmente melhor que terminei o ano passado na corrida do Brasil’, avalia Senna.

O objetivo da Williams é se aproximar do desempenho de equipes como Force India e Toro Rosso e impedir que a Caterham, a mais eficiente das novatas, passe a ser uma adversária direta.