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Velhos amigos, Guardiola e Bielsa se reencontram na final da Copa do Rei

Por Da Redação 24 Maio 2012, 11h25

Francisco Ávila

Barcelona, 14 mai (EFE).- Em Máximo Paz, povoado localizado a 80 quilômetros de Rosário, Argentina, dificimente um jantar dura 11 horas, a não ser que Marcelo Bielsa e Josep Guardiola estejam à mesa, falando essencialmente de futebol.

Foi lá o primeiro encontro entre esses dois profissionais, que se enfrentam nesta sexta-feira pela final da Copa do Rei da Espanha. Em 2006, o apenas jogador aposentado Guardiola, viajou para a Argentina com a ideia de se tornar treinador na cabeça e conversar com técnicos como César Luis Menotti, Ricardo La Volpe e ‘El Loco’.

Os detalhes do encontro com técnico do Athletic de Bilbao foram contados no jornal ‘El País’, pelo escritor e cineasta David Trueba, amigo de Pep, que o acompanhou na visita ao país sul-americano. Os agora rivais, descobriram que tem concepções futebolísticas semelhantes, apesar do estilo diferente, que opõe o moletom de Bielsa e o terno de Guardiola.

Escaldado pela má relação que teve com a imprensa argentina, enquanto treinava a seleção do país, ‘El Loco’ chegou a dar dicas para o jovem pupilo sobre o relacionamento com a imprensa. Bielsa que teria indicado a Guardiola que dar entrevistas exclusivas não era aconselhável.

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A relação dos dois contempla até a consulta sobre possíveis reforços. Existem boatos na Espanha, que Guardiola consultou Bielsa sobre a contratação do atacante chileno Alexis Sánchez. Após a aprovação do amigo, o técnico do Barça permitiu a contratação do então jogador da Udinese.

Entre as inspirações dos dois treinadores, mais semelhanças, com o Ajax montado pelo técnico holandês Louis van Gaal, no início da década de 90, como principal referência.

Até mesmo no discurso de despedida dos trabalhos que o colocaram em evidência, Bielsa e Guardiola se mantêm próximos. Quando deixou a seleção argentina, após a Copa do Mundo de 1994, seu discurso falava do desgaste no cargo: ‘As energias que exige todas as tarefas que implicam ser treinador da seleção são muito variadas, que exigem grande responsabilidade. Já não tinha essa energia’.

A fala de Guardiola, ao anunciar que deixava o Barcelona tinha pontos em comum: ‘O tempo desgasta tudo e eu me desgastei. A exigência foi muito alta e para seguir, o treinador precisa dessa vida, dessa paixão, dessa energia para contagiar seus jogadores’.

Após sair do comando da seleção argentina, Bielsa ficou três anos sem trabalhar, até assumir a seleção chilena. Já Guardiola anunciou que não deve voltar a treinar uma equipe nas próximas temporadas, buscando curtir férias dos campos.

Resta saber se a programação do treinador catalão terá alguns dias dedicados a um jantar em Máximo Paz, com o velho amigo argentino. EFE.

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