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Vasco perde para Madureira em adeus melancólico no Rio

Partida foi marcada por pouca técnica e empolgação em clima de jogo-treino

Por Da Redação - 20 abr 2013, 20h33

A derrota por 1 a 0 para o Madureira, neste sábado, em Conselheiro Galvão, foi apenas o ponto final na péssima Taça Rio realizada pelo Vasco. A última partida do segundo turno do Campeonato Carioca, no entanto, não tem consequências nem para vascaínos nem para os tricolores suburbanos, que já estavam eliminados do Estadual. Das arquibancadas, o diretor de futebol René Simões e o coordenador técnico Ricardo Gomes estavam mais preocupados com o futuro.

Fora de campo, os dirigentes precisam encontrar um fim para o impasse judicial que se tornou a venda de Dedé ao Cruzeiro. A Fazenda bloqueou a transação por dívidas fiscais do Vasco. Outro problema extracampo a ser resolvido é o doping do meia Carlos Alberto, que seria um desfalque terrível para o Campeonato Brasileiro caso seja suspenso pelo uso de substâncias proibidas.

Além disso, é claro que Simões e Gomes precisam se preocupar com o que viram dentro de campo, principalmente na Taça Rio, quando o time perdeu quatro jogos e ficou em sexto lugar no Grupo A. Reforços para o Campeonato Brasileiro são necessários, mas os recursos são escassos. Os 14 milhões de reais recebidos pela transferência de Dedé foram gastos com a quitação de dívidas, a maior parte para saldar atrasos salariais.

O maior “reforço”, esperam os dirigentes cruzmaltinos, é o tempo que o técnico Paulo Autuori, que assumiu na terceira rodada da Taça Rio, terá para preparar o elenco para o Nacional. O Vasco só volta a campo no dia 26 de maio, contra a Portuguesa.

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Os jogadores ganharão a próxima semana de folga e prometem voltar com vontade, sem o peso da campanha pífia no Carioca, para que os torcedores vascaínos não temam o pior no Brasileiro. “Taticamente a equipe evoluiu. Vamos trabalhar muito com o Autuori para entrar fortes no Brasileiro”, comentou o volante Wendel. “Temos uma equipe qualificada e um grande treinador, que terá tempo para trabalhar. Vamos comer pelas beiradas. Tem muita gente falando do Vasco”, bufou o volante Fellipe Bastos.

Jogo – A partida não fugiu do que se poderia esperar. Pouca técnica, pouca empolgação e um clima de jogo-treino. Com os dois times sem nada a ganhar ou a perder, não havia tensão ou muita rigidez tática. Foram raras as chances na primeira etapa, em que a bola circulou a maior parte do tempo entre as intermediárias, com poucas jogadas efetivas dentro das áreas. O Vasco ameaçou tomar o controle do jogo no início do segundo tempo, quando Dakson chutou forte de longe e Márcio espalmou, aos 16 minutos. Na cobrança de escanteio, Tenório cabeceou na trave.

Mas o duelo seguiu seu ritmo descompromissado até os 31 minutos, quando Tenório tentou uma bicicleta na defesa e acertou a cabeça de Derley em disputa de bola. O pênalti foi assinalado e o próprio atacante cobrou bem, para decretar uma vitória sem qualquer valor.

(Com Estadão Conteúdo)

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