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Valdivia admite proposta, mas diz que fica no Palmeiras

Por Da Redação 8 set 2011, 12h43

Por AE

São Paulo – A torcida do Palmeiras foi surpreendida nos últimos dias com a notícia de que o meia Valdivia estaria acertando sua transferência para o Al Saad, do Catar. Nesta quinta-feira, no entanto, o jogador veio a público para esclarecer o assunto. Ele admitiu que recebeu uma proposta do time árabe, mas garantiu que tem a intenção de permanecer na equipe paulista.

“Ontem (quarta) tive uma reunião com o presidente (Arnaldo) Tirone, na casa dele, e a gente esclareceu tudo”, afirmou, em entrevista à TV Bandeirantes. “O presidente disse que o Palmeiras não quer me vender e eu disse que, se não querem me vender, eu não quero sair. Quero aproveitar meus anos de contrato, agradar o torcedor, que eu sei que eles (torcedores) esperam que eu seja o cara de 2008”, completou o chileno, lembrando de quando foi decisivo para a conquista do Campeonato Paulista daquele ano.

A notícia da saída de Valdivia ganhou força porque o próprio jogador teria revelado o desejo de sair. Ele admitiu que chegou a dizer isso, mas afirmou que tudo não passou de um mal entendido. “Tiveram dois empresários que me procuraram, dizendo que o Palmeiras teria aceitado a proposta do time do Catar. Quando eles falaram eu fiquei triste. Quando fiquei sabendo, disse ‘então beleza, também quero ir embora’. Se a diretoria queria minha saída, o que eu faria aqui?”, explicou.

“Se voltei do mundo árabe foi para ficar, porque gosto daqui. Minha família é muito bem adaptada e eu sou muito grato ao torcedor e ao clube”, disse o meia. “Estou aqui para lutar e respeitar o Palmeiras. Quero esclarecer que a proposta que eu tinha era de 3 milhões de euros (cerca de R$ 7 milhões), uma proposta muito boa, mas, de coração, eu não seria feliz”, completou.

Com a permanência no Palmeiras garantida, Valdivia espera agora voltar a desempenhar um bom futebol. Ele mesmo admitiu o seu momento ruim e apontou que quer atuar novamente como em 2008, mas lembrou que a equipe não é mais a mesma daquela época.

“O pessoal me cobra por não ser o jogador de 2008. Eu também não sei porquê não sou, mas o time também não é o de 2008”, avaliou. “Quando vou para a seleção, jogo muito bem, sou bem avaliado. É inacreditável. Eu também não consigo entender o porque vou bem lá e aqui, mais ou menos. Tomara que isso melhore para poder ter essa tranquilidade”, completou.

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