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Valcke recua e nega ter acusado Catar de corrupção

Dirigente explica que foi mal interpretado ao usar linguagem menos formal

Por Da Redação 30 Maio 2011, 17h23

Horas depois de sugerir que o Catar teria “comprado” membros da Fifa para sediar a Copa de 2022, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, recuou nesta segunda-feira e disse que não insinuou qualquer atitude antiética por parte da candidatura.

Inicialmente, Valcke confirmou as informações divulgadas em um e-mail no qual sugeria a compra de votos pelo Catar, de Mohamed Bin Hammam, ex-candidato à presidência da Fifa. “Ele pensou que pode comprar a Fifa como eles compraram a WC [Copa do Mundo]”, afirmara Valcke. “Gostaria de esclarecer que usei no e-mail uma linguagem mais informal, que não costumo usar nas correspondências. Quando me referi à Copa do Mundo de 2022, o que quis dizer foi que a candidatura vencedora usou o seu potencial financeiro para angariar apoio e fazer lobby”, explicou Valcke. Logo após as novas declarações de Valcke, a candidatura do Catar reiterou que venceu a disputa pelo Mundial de forma lícita. “Catar 2022 nega categoricamente qualquer ação irregular em sua candidatura vitoriosa”, registrou a entidade do Catar responsável pela organização da Copa de 2022. Ainda nesta segunda, Valcke garantiu que a Fifa não abriu nenhum procedimento para investigar as eleições que escolheram as próximas sedes da Copa do Mundo, de 2018 e 2022. Os pleitos, realizados em dezembro de 2010, se tornaram alvos de suspeitas depois que um jornal britânico publicou denúncias de compras de voto antes das eleições. (Com Agência Estado)

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