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Valcke, Rebelo e Ronaldo valorizam ‘significado amplo’ da Copa de 2014

Por Da Redação - 19 jan 2012, 14h37

Jêrome Valcke, secretário geral da Fifa, Aldo Rebelo, ministro do Esporte, e Ronaldo, membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, se reuniram no Rio de Janeiro para debater as primeiras impressões a respeito das visitas às cidades-sede que fizeram desde segunda-feira e aproveitaram para valorizar o momento de transição que o país vive para receber o Mundial.

Estreante em uma função ‘nos bastidores da bola’, como ele próprio fez questão de ressaltar, Ronaldo garante que o evento será um sucesso dentro do solo brasileiro: ‘Começamos a trabalhar efetivamente há três dias, com uma reunião em Brasília. Em seguida viajamos a Fortaleza para acompanhar as obras e depois o estádio de Salvador. Hoje debatemos tudo aquilo que vimos e deu para perceber que existe um grande otimismo de todos os lados por essa Copa, que será um absoluto sucesso’.

Valcke, por sua vez, lançou o alerta em relação à cidade de Natal que, segundo ele, está muito atrasada no andamento das obras: ‘Tivemos um bom encontro em que nossa equipe técnica de apoio aos estádios confirmou que vamos ter um grande evento. É importante ressaltar que o estádio mais atrasado e o de Natal, deixando claro que o monitoramento será permanente por parte da Fifa, porque existe a necessidade de as obras voltarem ao estado normal’.

O secretário geral da entidade que rege o futebol exaltou a preparação das equipes brasileiras para receber algumas seleções em seus centros de treinamento. De acordo com o dirigente, representantes de três seleções vieram conferir o planejamento dos clubes nacionais para recebê-los em 2014.

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‘Os CTs das seleções são em bom número e três equipes internacionais já vieram ao Brasil para verificar diretamente o nível de exigência dos clubes. Espero que o ministro seja parte dos nossos encontros bimestrais no Brasil e também com os clubes. Nós estamos trabalhando, uma equipe única, com um único objetivo. Não há discussão’, afirmou Jêrome Valcke, que vai embora do Brasil na sexta-feira.

Aldo Rebelo valorizou o ‘significado amplo’ da Copa do Mundo de 2014 para a vida do povo brasileiro: ‘É uma colaboração entre o governo, a Fifa e o comitê local. Terá um significado mais amplo a realização da Copa no Brasil. Posso destacar vários fatores, como a mobilidade urbana, a organização, a segurança. Vamos atualizar a engenharia nacional na construção dos mega-estádios, construção civil, telecomunicações, segurança para grandes eventos, etc’.

Deslocado dos depoimentos técnicos de Valcke e Rebelo, Ronaldo disse que está tendo uma grande experiência no COL: ‘Cooperar com a Fifa tem sido maravilhoso, estar de volta próximo ao povo brasileiro, transmitindo alegria, recebendo carinho, energia do povo brasileiro. Foi bom entender mais da imensidão de responsabilidades que tem o comitê’.

Lei Geral da Copa: otimismo, mas até quando?

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Enquanto Jêrome Valcke mostra impaciência com a demora na votação da Lei Geral da Copa, que foi adiada para março, Aldo Rebelo segue otimista: ‘Estamos debatendo soluções para os pequenos detalhes. Votação até março. Vamos manter as conversações até fevereiro. Há disposição de todos os lados, isso não tem como não sair até março. Não é só a Fifa que precisa disso, são os brasileiros’.

Motivo de discussão no cenário político, a Lei Geral da Copa prevê a inclusão de medidas que foram exigidas pela Fifa para a realização do Mundial de 2014. Alguns dos assuntos incluídos na proposta são o preço dos ingressos, uso de aeroportos, venda de bebidas alcoólicas e férias escolares.

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