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Valcke, da Fifa, admite ter dito que Catar ‘comprou’ a Copa

Escândalo ficou ainda maior com declarações do secretário-geral da entidade

Por Da Redação 30 Maio 2011, 11h33

O e-mail tratava de Mohamed bin Hammam, presidente da AFC, a confederação asiática de futebol, que disputaria a eleição para presidente da Fifa com Joseph Blatter nesta semana

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke – o segundo dirigente mais importante no comando executivo da entidade -, admitiu nesta segunda-feira ter dito que o Catar “comprou” o direito de receber a Copa do Mundo de 2022. A afirmação está num e-mail enviado por Valcke a Jack Warner, presidente da Concacaf e um dos vice-presidentes da Fifa. Valcke reconheceu que escreveu a mensagem, mas evitou fazer mais comentários sobre o assunto. “Era um e-mail particular”, disse ele, driblando as perguntas sobre a gravíssima acusação. “Falarei sobre isso mais para frente”, desconversou. O episódio agrava ainda mais o escândalo em que mergulhou a Fifa nos últimos meses.

De acordo com o cartola suíço, Warner divulgou apenas os trechos do e-mail que eram de interesse dele. Ele não disse, porém, quais trechos teriam sido deixados de lado na hora de Warner se pronunciar. O presidente da Concacaf foi suspenso de todas as atividades ligadas ao futebol por causa de acusações de corrupção na escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022. Punido pela Fifa, ele resolveu dar o troco, atacando outros dirigentes, como Valcke. O e-mail tratava de Mohamed bin Hammam, presidente da AFC, a confederação asiática de futebol, que disputaria a eleição para presidente da Fifa com Joseph Blatter nesta semana.

Bin Hammam também foi suspenso pela Fifa no fim de semana – o que fez com que Blatter ficasse garantido na eleição da quarta-feira. Agora, ele é candidato único. O dirigente do Catar teria oferecido 40.000 euros a cada federação com direito a voto na eleição para sede da Copa em troca de um voto na candidatura de seu país. O Catar foi o vencedor, num resultado que deixou muita gente surpresa. Também nesta segunda, Valcke negou a acusação de Jack Warner e Bin Hammam sobre uma possível pressão exercida na comissão de ética da Fifa para que ambos fossem suspensos. Blatter escapou de qualquer sanção, assim com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

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