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Uso da tecnologia no gol é uma ‘revolução’, garante a Fifa

Em Tóquio, onde deve acompanhar o Mundial, Valcke comemora a evolução

Por Da Redação 5 dez 2012, 08h05

“A tecnologia não mudará a velocidade, o valor ou o espírito do jogo. Não há motivo para ser contra ela”, afirmou Valcke

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, classificou de “revolucionária” a introdução da tecnologia no futebol, através do uso de dois sistemas eletrônicos criados para acabar com as dúvidas sobre se a bola entrou ou não no gol. Em entrevista coletiva concedida em Tóquio, no Japão, nesta quarta-feira, véspera da estreia do Mundial de Clubes da Fifa, Valcke se mostrou empolgado com a evolução. “É uma revolução. É a primeira vez que este tipo de recurso chega ao futebol. Mas vale lembrar o uso da tecnologia será restrito à linha do gol”, afirmou Valcke, que ressaltou também que o árbitro continua tendo responsabilidade total sobre o jogo. “É o caminho que sempre será seguido. O árbitro toma a decisão final. Se tem alguma dúvida, por qualquer razão, tem o direito de não usar a tecnologia. O árbitro é a pessoa mais importante neste processo todo”, avisou o dirigente francês.

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Depois de resistir à ideia de usar a tecnologia por muitos anos, a Fifa agora retrata a questão de forma muito diferente. Convencida por repetidos erros de que não era mais possível adiar o uso de recursos eletrônicos, a entidade agora aposta que ninguém deverá reclamar da novidade. “A tecnologia não mudará a velocidade, o valor ou o espírito do jogo. Não há motivo para ser contra ela”, afirmou Valcke. Na abertura do Mundial de Clubes, com a partida entre Auckland City e Sanfrecce Hiroshima, na quinta-feira, em Yokohama, será utilizado o sistema alemão GoalRef, assim como nas demais partidas disputadas no estádio, palco da conquista do penta pela seleção brasileira em 2002. Este sistema funciona com um microchip colocado na bola e um campo eletromagnético criado no gol através da instalação de dez sensores. Quando a bola com chip entra no gol, um sinal é emitido à arbitragem.

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Nas partidas disputadas na outra sede do Mundial de Clubes, Toyota, será testado o outro sistema testado pela Fifa, o britânico Hawk-Eye, já utilizado no tênis. Essa alternativa consiste no registro de imagens da trajetória da bola, com câmeras de alta velocidade, para enviar um sinal ao árbitro assim que as lentes detectarem a entrada da bola no gol. De acordo com Valcke, os árbitros convocados para o Mundial de Clubes estão prontos para utilizar os dois sistemas. “Eles tiveram um treinamento completo na segunda-feira. Noventa minutos antes de cada partida, o árbitro testará o sistema instalado no estádio onde trabalhará. Com base no teste, decidirá se usa ou não a tecnologia”, explicou Valcke. Depois dos testes no Japão, a Fifa escolherá um dos sistemas e deverá estender seu uso a outras competições, incluindo a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014.

(Com agência France-Presse)

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