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Unida, oposição corintiana apresenta candidatura

Por Da Redação - 31 jan 2012, 12h45

Por Vitor Marques

São Paulo – Diferentemente do que aconteceu nos últimos anos, a oposição corintiana se uniu e, nesta terça-feira, lançou oficialmente a candidatura à presidência do clube. Com Paulo Garcia como candidato a presidente, a chapa “Pró-Corinthians” concorrerá contra a situação, que terá Mário Gobbi como postulante ao cargo, na eleição marcada para o dia 11 de fevereiro.

No evento realizado nesta terça-feira em um hotel no centro de São Paulo, Paulo Garcia confirmou o nome de Osmar Stabile como seu primeiro vice-presidente. No passado, os dois apareceram separadamente como candidatos à presidência, mas, desta vez, decidiram se unir para deixar a oposição mais forte. Completando a chapa, Celso Limongi será o segundo vice-presidente.

“Pretendemos implantar uma administração profissional. Mas gostaríamos que a chapa da situação se apresentasse para um debate de ideias. Queríamos debater, mas ele (Mário Gobbi) se esconde. Gostaria que um debate fosse feito no Parque São Jorge”, declarou Paulo Garcia.

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Paulo Garcia é sócio do Corinthians desde 1970 e é proprietário da empresa Kalunga, que patrocinou a camisa do clube de 1985 a 1994. Para ele, sua experiência como empresário o credencia a ser melhor presidente do que Mário Gobbi, seu concorrente, que é delegado de polícia.

“Tenho uma história no clube, conheço os números, o que o clube necessita. Queria saber: o que o Gobbi sabe? Ele trabalha o dia todo na polícia e o que ele administrou até hoje? Temos uma empresa de sucesso (Kalunga). Ele ficou no futebol (foi diretor de futebol na administração do presidente Andrés Sanchez) e não foi vitorioso. Ele não ganhou nada como dirigente, foi um fracasso total. Ele não debate”, afirmou Paulo Garcia.

Na plataforma lançada nesta terça-feira, o candidato da oposição apontou a necessidade de administrar “de forma mais transparente” a construção do estádio em Itaquera e prometeu mais atenção às categorias de base do clube. “Precisamos concluir o estádio o mais rápido possível, mas de forma transparente. Uma hora é R$ 300 milhões (em gastos na obra), outra hora é R$ 800 milhões. Outra prioridade é revelar jogadores. O destaque do Corinthians sempre foi revelar, mas eles (atuais dirigentes) contrataram 150 jogadores”, apontou Paulo Garcia.

As eleições presidenciais do Corinthians acontecerão no dia 11 de fevereiro, véspera do clássico contra o São Paulo, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Na quarta-feira seguinte, dia 15 de fevereiro, o time paulista estreia na Libertadores, principal objetivo desta temporada, diante do Deportivo Táchira, na Venezuela.

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