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Um brasileiro a caminho da elite do beisebol

Atleta de 16 anos que fechou contrato para jogar na principal liga de beisebol dos Estados Unidos conta em VEJA desta semana como é praticar o esporte no país do futebol

Qual é a sua melhor jogada?

Dizem que o meu arremesso é bom. Chega a 154 quilômetros por hora. A maioria dos jogadores da minha idade não consegue lançar a bola tão forte.

Quando você começou a jogar?

Aos 5 anos. Meus pais me levaram para ver um jogo. Gostei e não parei mais. Atualmente, jogo pelo Nippon Blue Jays, time de Arujá.

Como apareceu a chance de jogar nos Estados Unidos?

Os olheiros americanos estavam sempre indo me ver jogar e diziam que eu tinha talento. Acabaram me convidando para ir para o Seattle Mariners. Eles dizem que eu sou um fenômeno. Sei lá, né? Eu só penso em treinar muito para ser o melhor.

Você assinou um contrato de 880. 000 dólares por seis temporadas. O que vai fazer com o dinheiro?

Quero reformar a casa da minha família. Minha mãe é de Minas Gerais e meu pai, que é nissei, é granjeiro e trabalha numa cooperativa de ovos aqui em Bastos, onde moramos. Ele tem um carro meio velho, uma Belina 1983. Quero comprar um novo para ele. E, quando chegar aos Estados Unidos, vou tirar carta de motorista e comprar um para mim também. Lá não precisa esperar até os 18 anos, né?

É difícil jogar beisebol no país do futebol?

Um pouco. Algumas pessoas me perguntam por que fui escolher justo beisebol, e não futebol, como os outros garotos. Beisebol é melhor, garanto. Mas acho que o maior problema é que as regras são difíceis, ninguém entende. Já consegui levar uns amigos para me ver jogar e eles gostaram. Não entenderam nada, mas gostaram.