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UFC Rio 3: Galvão inventou ‘gladiadores’ em ida a Roma

Narrador das lutas deste sábado revela a origem de seu bordão para o MMA

Por Davi Correia - 13 out 2012, 06h35

“O UFC foi um desafio para minha carreira. Muita gente se assustou quando eu aceitei narrar as lutas, mas isso só porque esqueceram que eu já tinha participado de várias transmissões de boxe”

“Os lutadores do UFC são os gladiadores do terceiro milênio.” A TV Globo surpreendeu quando anunciou que Galvão Bueno seria a voz do primeiro UFC transmitido pela emissora, em novembro do ano passado, mas a polêmica em torno de sua participação explodiu mesmo quando o narrador mais famoso do Brasil soltou a frase que virou um bordão imediato durante a conquista do título dos pesados por Júnior Cigano contra Cain Velasquez. Na noite de sexta-feira, véspera de mais uma transmissão, Galvão Bueno passou cerca de cinco minutos na inauguração de uma loja da Nike no Rio de Janeiro, evento que teve Anderson Silva como anfitrião (nas fotos acima). Galvão desejou boa sorte ao Spider na luta contra Bonnar, no UFC 153, neste sábado. Em conversa com o site de VEJA, o narrador se disse feliz por ter a chance de emprestar a voz a uma modalidade que cresce rapidamente no Brasil e no mundo.

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As lutas do UFC Rio 3

Card principal

Anderson Silva x Stephan Bonnar

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Minotauro x Dave Herman

Glover Teixeira x F. Maldonado

Jon Fitch x Erick Silva

Wagner Caldeirão x Phil Davis

Demian Maia x Rick Story

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Card preliminar

Rony Jason x Sam Sicilia

Gleison Tibau x F. Massaranduba

Diego Brandão x Joey Gambino

Serginho Moraes x Renée Forte

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Luiz Cané x Chris Camozzi

Cristiano Marcello x Reza Madadi

“O UFC foi um desafio para minha carreira. Muita gente se assustou quando eu aceitei narrar as lutas, mas isso só porque esqueceram que eu já tinha participado de várias transmissões de boxe, com lutadores como Muhammad Ali, Joe Frazier, George Foreman, Mike Tyson e Acelino Popó”, disse Galvão, que se diz fã de MMA desde o começo e garante que lembra de Royce Gracie entrando de quimono e finalizando adversários gigantes nos primeiros eventos do UFC, em 1993. Antes de assumir a posição de narrador oficial do UFC, ele conta que estudou os termos técnicos e procurou entender as reações dos lutadores. Assim como acontece em suas transmissões de futebol, Galvão Bueno foi alvo de críticas e brincadeiras em sua entrada no UFC – tanto por inventar novos nomes para alguns golpes (como a “posição de mochila”) como, é claro, e pela famosíssima expressão “gladiadores do terceiro milênio”.

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“Antes da luta do Cigano, viajei com meu filho a Roma e visitei o Coliseu. Parecia que estava no filme Gladiador. Aí fiquei pensando qual seria a sensação de entrar naquele lugar tomado de gente. E na primeira vez que participei de uma luta do UFC e senti a vibração do público, tive o mesmo sentimento”, conta ele. Principal voz do futebol brasileiro há cerca de duas décadas, Galvão Bueno também comentou o envolvimento de grandes clubes brasileiros com os principais nomes do MMA no país – como Anderson Silva, que luta com o distintivo do Corinthians no calção, e José Aldo, que defende as cores do Flamengo. Recentemente, Cigano se juntou a Anderson no Corinthians. “Não vejo problema em misturar futebol e MMA, desde que isso não provoque uma rivalidade que cause qualquer tipo de hostilidade entre a torcida”, avalia o narrador. “Mas acredito que isso não deve acontecer aqui no Brasil”, aposta.

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