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UFC enfim cria ranking – mas Dana é quem vai decidir lutas

A classificação dos lutadores era um pedido dos fãs. Mas chefão da franquia avisa: lista não será levada em conta na hora de casar lutas, como se previa

Por Da Redação - 1 fev 2013, 09h40

Presidente do UFC também avisou que próxima luta de Anderson Silva não acontecerá no Brasil

Em abril, o americano Chael Sonnen estará de volta aos meio-pesados e sua luta de reestreia na categoria será contra o campeão Jon Jones. Sonnen vem de derrota para Anderson Silva, na decisão do cinturão dos médios, mas provocou tanto o rival que Dana White abraçou a ideia de colocá-lo para lutar contra Jones, já de olho no potencial de venda de pacotes pay per view. Em conversa com jornalistas na quinta-feira que antecede o UFC 156, em Las Vegas, o presidente do UFC disse que a franquia enfim decidiu organizar um ranking de lutadores, assim como fazem os sites especializados, para identificar os melhores atletas de cada categoria. A montagem da lista era um desejo antigo dos fãs. Que não se pense, porém, que a novidade impedirá a realização de combates que parecem não fazer sentido, como o encontro entre Sonnen e Jones. Isso porque o ranking servirá apenas como uma referência, e não será decisivo para a definição das disputas de cinturão.

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“Todos que acompanham algum esporte nos Estados Unidos gostam de rankings”, disse Dana White ao site MMA Fighting. “Noventa jornalistas de vários países serão convidados para votar nos melhores lutadores logo depois das noites de lutas”, explicou ele, revelando o funcionamento da lista. Ele deixou claro, porém, que o ranking não será obstáculo para que ele case futuros combates pensando mais no apelo comercial do que nos critérios técnicos – afinal, Dana White quer deixar aberto o caminho para a realização de superlutas, como os possíveis duelos entre Anderson Silva e Georges St-Pierre ou Anderson e Jon Jones. O UFC, portanto, finalmente terá uma classificação oficial de atletas, mas a palavra do chefão continuará tendo um peso maior. Um lutador que está em posição ruim no ranking mas consegue promover bem seus combates poderá furar a fila e enfrentar o campeão em um megaevento, assim como já acontece atualmente. Leia também:

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Pezão enfrenta Overeem – já de olho no cinturão Longe do Brasil – Ainda nas entrevistas de quinta-feira, em Las Vegas, Dana White disse que o próximo adversário de Anderson Silva pode ser Chris Weidman ou Rashad Evans, que luta entre os meio-pesados e enfrenta o brasileiro Rogério Minotouro no sábado. A declaração foi surpreendente, já que muitos esperavam que Dana apontasse Weidman como o desafiante ideal para Anderson. Evans jamais lutou entre os médios. Weidman vem pedindo há meses uma chance de enfrentar o Spider. Nesta semana, ele aceitou inclusive a ideia de encarar a torcida brasileira e subir ao octógono para pegar Anderson no país do campeão. Mas a esperança dos fãs brasileiros durou poucos dias: o presidente do UFC deixou claro que o evento não tem chance de acontecer no Brasil, como queriam Anderson Silva e seus empresários, pois a franquia não tem nenhuma data programada no país para o período (a previsão é de que Anderson volte a lutar em julho). Acompanhe VEJA Esporte no Facebook

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