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UFC 168: Ronda finaliza rival – de novo – e mantém o título

Mas campeã saiu vaiada: ao rejeitar cumprimento de Miesha, atraiu a antipatia do público, apesar de ter vencido pela oitava vez graças a uma chave de braço

Por Davi Correia, de Las Vegas - 29 dez 2013, 01h53

Ao se negar a apertar a mão da arquirrival depois do duelo, a campeã foi muito vaiada, mas disse não se importar: “Nunca fui aplaudida na minha carreira no judô, estou acostumada.”

A americana Ronda Rousey venceu a primeira revanche do UFC 168, na madrugada deste domingo, em Las Vegas – a segunda será entre Anderson Silva e Chris Weidman, quando o brasileiro tentará recuperar o cinturão dos médios. Ao caminhar para o octógono com cara de poucos amigos e muito concentrada, Ronda já dava claros indícios que não teria tanta dificuldade para repetir sua vitória contra Miesha Tate, em 2011, no extinto Strikeforce, e continuar com o cinturão da categoria peso-galo do UFC. Pelo menos uma marca de Ronda caiu: todas as suas vitórias até hoje tinham ocorrido no primeiro round. A campeã, porém, mostrou ser superior em todo o combate, dominando sua arquirrival. Miesha foi muito aguerrida, mas a técnica de Ronda se sobressaiu. O triunfo veio no terceiro round, mas da maneira de costume: com uma chave de braço perfeita, o golpe que rendeu a ela todas as suas sete vitórias na carreira.

A luta começou exatamente como o esperado. Miesha Tate tentou o nocaute na trocação, mas logo a campeã Ronda Rousey levou a luta para o chão, buscando encaixar sua temida chave de braço. E o resumo do confronto foi esse por três rounds. Ronda parecia não querer de ganhar outra forma, sempre buscando o movimento que virou sua marca registrada, enquanto Miesha mostrava que treinou muito a defesa desse mesmo golpe. É a segunda vitória da americana, uma das principais responsáveis pelo crescimento do MMA feminino, no torneio – ela foi a primeira lutadora contratada pela trupe dos irmãos Frank e Lorenzo Ferttita.

Com mais esse triunfo, Ronda Rousey, que segue invicta no MMA, causa um problema para o UFC, que deverá ter muita dificuldade para achar uma nova adversária à altura da musa. Com duas derrotas seguidas (também perdeu para Cat Zingano, em abril) Miesha Tate terá de reavaliar seus treinamentos e voltar para o começo da fila rumo ao título da categoria. A desafiante saiu derrotada, mas aplaudida – não só pela resistência que mostrou mas também por causa da antipatia que Ronda criou entre o público. No fim, Miesha esticou a mão para cumprimentar Ronda, que olhou no rosto da adversária e saiu sem responder. Ao se negar a apertar a mão da arquirrival depois do duelo, a campeã foi muito vaiada, mas disse não se importar: “Nunca fui aplaudida na minha carreira no judô, estou acostumada.”

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