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Uefa planeja investigar se Infantino tentou vender barato participações na Copa do Mundo, diz jornal

Presidente da Fifa incentivou venda de ações das principais competições da entidade; proposta foi cancelada sob fortes críticas da Uefa

Por Natalia Tiemi Hanada Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 ago 2026, 11h02 | Atualizado em 6 ago 2026, 11h21
Uefa planeja investigar se Infantino tentou vender barato participações na Copa do Mundo, diz jornal Priorizar nos meus resultados Google

A Uefa planeja encomendar uma avaliação independente dos planos da Fifa de venda de ações da Copa do Mundo e outras competições. A informação é do jornal inglês The Guardian. O motivo seriam preocupações de que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, teria concordado em vender lucros futuros dos torneios a uma empresa privada por um valor abaixo do preço de mercado.

O projeto de venda, chamado de “Fifa Forward Enterprise”, foi abandonado quatro dias após seu anúncio. A proposta continha a venda de 21% das ações da Copa do Mundo para a Thrive Eternal, empresa de capital privado dos Estados Unidos comandada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump.

A Uefa encabeçou as críticas contra a proposta, com todos os 55 membros ameaçando boicotar competições da Fifa, inclusive, a própria Copa do Mundo. De acordo com o The Guardian, a Confederação agora planeja esclarecer como foi feito o cálculo que determinou 20 bilhões de dólares como o valor do patrimônio da Fifa.

“Precisamos descobrir se eles estavam vendendo a Copa do Mundo por um preço muito abaixo do valor de mercado”, afirmou uma fonte com conhecimento dos planos da Uefa ao The Guardian. “Como chegaram ao valor de 20 bilhões de dólares? O processo foi realmente rigoroso e consistente? ”

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No último ciclo de quatro anos, encerrado na Copa do Mundo Masculina no último mês, a Fifa teve receita de 15 bilhões de dólares. Para analistas do mercado consultados pela Uefa, a avaliação em 20 bilhões de dólares seria baixa, já que a proposta também não incluía nenhuma cláusula de impedimento de expansão ou a criação de novos torneios, que aumentariam o valor das ações da Fifa.

“A Copa do Mundo é o único evento de entretenimento de massa verdadeiramente global, portanto um aumento de apenas 5 bilhões de dólares em relação às receitas atuais me parece pequeno”, afirmou a fonte ao The Guardian. “Isso parece uma oferta abaixo do valor real. O potencial óbvio de valorização decorrente de uma futura expansão — mais seleções, Copas do Mundo mais frequentes e mais edições da Copa do Mundo de Clubes — não foi incorporado ao preço. ”

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