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UE espera que casas de apostas ajudem a combater manipulação de resultados

Bruxelas, 29 nov (EFE).- Os países da União Europeia pediram nesta terça-feira a colaboração das casas de apostas no combate aos resultados arranjados, entre outras medidas destinadas a erradicar este fenômeno que afetou esportes como o futebol, o rugby ou o tênis.

Em um texto de conclusões adotado no Conselho de Educação, Juventude, Cultura e Esportes da UE, os ministros do ramo enviaram uma mensagem política contra a combinação de resultados, uma prática vinculada ao rápido aumento das apostas em larga escala.

‘É a primeira mensagem política deste tipo em que a UE mostra uma atitude decisiva sobre o tema’, afirmou a ministra polonesa, Joanna Mucha, em entrevista coletiva.

Partidas combinadas ‘é uma das mais sérias ameaças do esporte contemporâneo’, e constitui ‘uma forma de fraude esportiva na qual às vezes estão implicados cartéis de apostas ilegais’, assinala o documento aprovado pelos 27 Estados-membros.

O texto pede ‘uma colaboração estreita’ entre todos os atores implicados, desde as autoridades públicas até as casas de apostas em linha, com vistas a combater a combinação de jogos ‘de forma efetiva’.

As conclusões assinalam que corresponde aos serviços jurídicos dos Estados-membros apresentarem a solução do problema, embora na maioria dos países da UE o arranjo de partidas não está inscrito no código penal, explicou a ministra polonesa.

‘Queremos nos garantir que os Estados-membros façam referência à combinação de jogos em seus códigos penais’, disse, por sua parte, a comissária europeia de Educação, Cultura e Esporte, Androulla Vassiliou, que acrescentou que a Comissão está analisando neste momento as leis vigentes em cada país.

‘Mas também precisamos da colaboração de todos’, acrescentou a comissária.

Os ministros destacam a importância da ‘boa administração’ das entidades esportivas no momento de prevenir o arranjo de partidas, e concretamente mencionam ‘a transparência’, ‘a estabilidade financeira’ e ‘o pagamento regular do salário aos atletas’.

Além disso, o texto sugere a elaboração de estudos sobre a combinação de jogos da escala europeia com objeto de identificar ‘a verdadeira escala do fenômeno’ e suas possíveis soluções.

Também contempla enfrentar a luta contra este fenômeno junto a outros organismos que já trabalharam neste sentido, como o Comitê Olímpico Internacional (COI) ou o Conselho da Europa.

A manipulação de resultados afetou até agora esportes como futebol, rugby, tênis e críquete em toda a UE, e normalmente está relacionado com a corrupção, a fraude e a lavagem de dinheiro, entre outras atividades criminosas, segundo explicaram fontes comunitárias.

O texto de conclusões precede a uma proposta contra o arranjo de partidas que a Comissão Europeia prevê apresentar em breve. EFE