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Tribunal espanhol arquiva investigação contra Neymar

Juiz não aceitou as denúncias de fraude e corrupção do Grupo DIS contra o jogador, seu pai, e os ex-presidentes de Santos e Barcelona

Por Da Redação - 8 jul 2016, 10h15

O Supremo Tribunal da Espanha informou nesta sexta-feira que suspendeu uma investigação sobre fraude e corrupção contra Neymar, seu pai e empresário, Neymar da Silva Santos, o ex-presidente do Barcelona Sandro Rossell e o ex-presidente do Santos Odilio Rodrigues.

As acusações, que partiam do Grupo DIS, que detinha 40% dos direitos federativos do atacante, se referiam à transferência de Neymar, do Santos para o Barcelona, fechada em 2013 e negociada desde 2011.

O juiz espanhol José de la Mata arquivou o processo ao considerar que as condutas denunciadas pelo DIS, apesar de poderem ter repercussão “esportiva, ética e disciplinar”, não se encaixam em um procedimento penal. De acordo com De la Mata, a contratação de Neymar pelo Barcelona não afetou a livre concorrência entre clubes, como afirmavam tanto os querelantes como o promotor.

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O caso, tratado pela imprensa espanhola como “Neymar 2”, se refere à quantia que o DIS teria direito a receber com a transferência. O tribunal, porém, concluiu que o dinheiro que a empresa reclamava representava salários e bônus acertados e não o valor da transferência do craque.

Outra denúncia – Neymar 1 – se referia aos impostos pagos pelo Barcelona sobre a contratação do brasileiro e foi encerrada em junho com um acordo entre o clube e a Justiça espanhola. O Barcelona admitiu delitos fiscais entre os anos de 2011 e 2013 e pagou uma multa de 5,5 milhões de euros (cerca de 20 milhões de reais pela cotação atual).

Na semana passada, o presidente do Barcelona, Josép Maria Bartomeu, afirmou que a contratação de Neymar foi fechada em 59.1 milhões de euros, mas, acrescida de bônus e outros pagamentos acertados, ultrapassou 100 milhões de euros.

(da redação)

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