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Tribunal confirma: atletismo russo está fora da Rio-2016

TAS referendou banimento imposto pela IAAF e excluiu o atletismo da Rússia dos Jogos no Brasil. Putin e Isinbayeva apontam 'interesses políticos'

Por Da redação
Atualizado em 4 jun 2024, 22h17 - Publicado em 21 jul 2016, 08h48

O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, na sigla em francês) anunciou nesta quinta-feira que o atletismo russo está oficialmente fora da Rio-2016 por causa dos escândalos de doping revelados no ano passado. O Tribunal negou a apelação do Comitê Olímpico Russo (COR) e de 68 integrantes do atletismo do país que pediam para participar da Olimpíada no Rio de Janeiro, após a suspensão imposta pela Federação Internacional (IAAF, na sigla em inglês).

Com a decisão, atletas como a estrela do salto com vara Yelena Isinbayeva estão impedidos de competir no Brasil sob a bandeira russa. “O júri do TAS confirma a validade da decisão da IAAF segundo a qual os atletas e a federação nacional russa ficam suspensos e não podem ser selecionados para as competições sob a organização da IAAF”, declarou o tribunal.

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A punição ao esporte russo ainda pode ser ampliada. Depois das novas denúncias realizadas nesta semana pela Agência Mundial Antidoping (Wada) – que acusa diretamente o governo da Rússia de colaborar com um esquema de manipulação de exames antidoping – o O Comitê Olímpico Internacional (COI) deve decidir, até 27 de julho, se banirá a Rússia de todas as modalidades dos Jogos e não apenas do atletismo.

O presidente da IAAF, o ex-atleta inglês Sebastian Coe, aplaudiu a decisão do TAS, mas admitiu decepção por ter que expulsar uma das principais potências olímpicas da competição. “Esse não é um dia para declarações triunfantes. Não vim a esse esporte para impedir atletas em competições. Para além do Rio, vamos trabalhar para criar um ambiente seguro para os atletas para que possam voltar às competições internacionais.”

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Oficialmente fora daquela que deveria ser sua última Olimpíada, a bicampeã do salto com vara Yelena Isinbayeva disse nesta quinta que “enterraram o atletismo russo” por motivos “puramente políticos”. O governo russo, incluindo o presidente Vladimir Putin, já havia iniciado o discurso de que a punição tem “interesses políticos”.

Brecha – Ainda existe uma única possibilidade de integrantes do atletismo russo competirem no Rio de Janeiro. O Comitê Olímpico Internacional avalia pedidos de atletas que aceitaram competir sob a bandeira “neutra” da entidade. Para isso, os esportistas terão que comprovar que não se doparam, com exames realizados fora da Rússia.

Das mais de vinte atletas que solicitaram a possibilidade, apenas duas atletas, a especialista em salto em distância Darya Klishina e Yulia Stepanova (atleta dos 800 metros e uma das delatoras do escândalo) cumpriram os requisitos até o momento. A Olimpíada começa em 5 de agosto e o tempo curto pode atrapalhar o processo de inscrição. A estrela Yelena Isinbayeva já avisou que só competiria sob a bandeira de seu país.

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