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Treino aberto de estrelas do UFC leva 5 mil torcedores à Praia de Copacabana

Ação para promover lutas do próximo sábado impressiona atletas, que festejam a popularidade do MMA entre os brasileiros

Por Leo Pinheiro - 24 ago 2011, 19h30

As estrelas do UFC invadiram a Praia de Copacabana na tarde desta quarta-feira. Anderson ‘Spider’ Silva, Yushin Okami, Maurício Shogum Rua, Forrest Griffin, Rodrigo Minotauro e Brendan Schaub realizaram um treino aberto – o primeiro da história da modalidade, e, ao que tudo indica, uma bem-sucedida forma de estimular ainda mais a participação do público do esporte.

Apesar da fina garoa que caia à tarde na cidade, cerca de cinco mil fãs se amontoaram em volta da arena montada em frente ao Hotel Copacabana Palace para observar os atletas em ação. Forrest Griffin e Yushin Okami foram os primeiros a chegar, e não esconderam a surpresa com a reação da plateia. Após o aquecimento e o ensaio de alguns chutes no ar, Griffin, que treinou sozinho, se disse satisfeito com o resultado. “No país do futebol, luta é uma coisa popular. Quem diria?”, admirou-se.

Já Okami, último adversário a vencer Anderson Silva, elogiou a educação dos brasileiros, que o aplaudiram na chegada. O japonês foi político também ao responder sobre o que tinha achado do Rio de Janeiro. “Vi pouca coisa, mas é um lugar muito bonito e com um povo muito simpático. Devem estar me tratando bem por causa da relação próxima que o Brasil sempre teve com o Japão”.

Okami fez questão de demonstrar que não veio ao país para ser apenas um coadjuvante de luxo de Aranha. “Não me vejo como azarão. Eu estou lutando com um brasileiro no país dele, então, é natural que os brasileiros achem que ele vai ganhar. Acho que vocês brasileiros vão se surpreender comigo”, prometeu o lutador, com a cara fechada para não estragar o tipo de vilão criado para esta edição do UFC. Yushin só abaixou a guarda e abriu um largo sorriso para falar de outro atleta brasileiro, Zico, ex-jogador do Kashima Antlers e ex-treinador da seleção japonesa de futebol. “No Japão Zico é Deus”, afirmou Okami.

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Pouco depois foi a vez de Anderson Silva subir no tatame, transformando a expectativa do público em euforia. Provando que é o mais popular lutador de MMA do mundo, o Aranha levou os presentes ao delírio, ao discursar no microfone, após o treino/exibição com o seu treinador Pedro Rizzo. Tímido, Silva conclamou o público para assistir à programação do UFC deste sábado: “Galera, vamos torcer para os brasileiros. Pode ser pessoalmente ou pela tevê, mas todo mundo tem que torcer pelo Brasil”, pediu.

Vestido com um agasalho do Corinthians, o lutador foi ovacionado, mas não escapou das provocações da torcida carioca, que entremeava os aplausos com gritos de “Mengo, Mengo”. Após o treino, o lutador se divertiu com a brincadeira. “A torcida do Flamengo também é um incentivo para mim”, disse. Anderson também falou da responsabilidade de defender as cores de um time de futebol. “Representar o Corinthians é a realização de um sonho. Cheguei a fazer teste para ser lateral direito, mas não deu muito certo. Depois vi que tinha uma academia de boxe no clube e fui treinar com o professor Vitor Pereira”, contou.

Rodrigo Minotauro, que, na noite desta terça-feira, fechou contrato de patrocínio com o Internacional de Porto Alegre, também falou da sensação de ser tratado como ídolo do futebol. “Nunca vi nada igual. De ontem para hoje 12 mil pessoas se tornaram minhas seguidoras no Twitter, depois que anunciei que lutaria pelo Inter. É ótima essa aproximação com os torcedores de futebol”, disse.

Afastado do octógono há 17 meses, Minotauro admitiu que o confronto será difícil. “O combate vai ser duro, agressivo, mas vou tentar finalizar ainda no primeiro round. Estou pronto para a ‘trocação’ e para o combate no chão. Se for para o chão eu levo vantagem, porque o jiu-jítsu brasileiro é o melhor do mundo”, afirmou.

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