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Tragédias pessoais marcaram vida do técnico Preciado

Espanhol morreu nesta quinta, um dia antes de assumir o comando do Villareal

Por Da Redação 7 jun 2012, 10h24

A notícia da morte de Manolo Preciado comoveu os espanhois nesta quinta-feira. Apaixonado pelo trabalho e figura querida no meio esportivo, o treinador preparava-se para assumir o comando do Villareal nesta sexta-feira. Prestes a iniciar uma nova etapa na carreira – comandou o Sporting Gijón na última temporada do Campeonato Espanhol – o técnico tinha no futebol uma válvula de escape para superar suas tragédias pessoais.

Em 2002, a mulher de Preciado perdeu a batalha contra um câncer. Três anos depois, um de seus filhos, de 15 anos, faleceu em um acidente de moto e, em 2011, seu pai morreu atropelado enquanto empurrava um veículo. Mas Preciado tinha muita fibra não só para se recompor e se levantar, como também encontrava alegrias e força nos dois clubes que amava: o Racing Santander pelo qual foi jogador, técnico e era sócio, e o Sporting Gijón, com o qual viveu sua melhor fase como treinador.

Manuel Preciado Rebolledo, nascido na cidade de El Astillero, no dia 28 de agosto de 1957, começou sua carreira como jogador no Racing (1978-1982) e, a partir daí, jogou por Linares (1982-1984), Mallorca (1984-1985), Alavés (1985-1986), Ourense (1986-1987) e Ginástica de Torrelavega (1987-1992). E, três anos após pendurar as chuteiras, foi neste último clube que teve a oportunidade de estrear como treinador, um gesto que Preciado agradeceu da melhor maneira possível, conseguindo na mesma temporada a ascensão da terceira para a segunda divisão.

Preciado passou ainda pelo Racing Santander B em duas ocasiões (1996-1997 e 2000-2002), e após comandar o time principal do clube pela primeira vez na temporada 2002-2003, foi na campanha seguinte para o Levante, conseguindo de cara a primeira de suas duas ascensões à primeira divisão.

Ele dirigiu ainda o Múrcia (2004-2005) e voltou ao Racing (2006-2007) antes de assumir o comando o Gijón e levá-lo novamente à divisão de elite do futebol espanhol. Sem dúvida, foi em seu querido Sporting que Preciado se sentiu mais à vontade e, sobretudo, onde mais facilidades teve para aplicar sua filosofia. Com 232 partidas, ele é o segundo treinador com mais partidas no comando da equipe, superado apenas por José Manuel Díaz Novoa.

Porém, no futebol, qualquer relação entre um técnico e um clube tem data de validade, marcada na maior parte dos casos pelos resultados. Assim, no meio da última temporada, Preciado foi demitido como medida para tentar evitar o rebaixamento à segunda divisão, objetivo que não foi alcançado por seu sucessor, o ex-técnico da seleção espanhola Javier Clemente. Preciado morreu na madrugada desta quinta-feira em Valência poucas horas antes de sua apresentação como novo técnico do Villarreal, ao qual chegava com o desafio de conseguir devolver a equipe à primeira divisão.

(Com agência EFE)

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