Torcida ‘adota’ goleira gordinha de Angola – e ela agradece

Com gritos de “Ão, ão, ão, Ba é paredão!” e “P* que pariu, é a melhor goleira do Brasil!”, a atleta de 98 quilos retribuiu o apoio com defesas espetaculares

Por Da redação - Atualizado em 11 ago 2016, 09h47 - Publicado em 11 ago 2016, 09h22

O padrão de comportamento da torcida brasileira nos Jogos da Rio-2016 já está bem definido: torcer sempre para o Brasil, contra a Argentina e para os países mais fracos. No jogo de handebol feminino entre Angola e Montenegro, nesta quarta-feira no Parque Olímpico, a torcida, claro, escolheu apoiar as angolanas.

Mas a goleira Ba ganhou um carinho especial. Acima do peso e fora do padrão físico esperado para uma atleta de handebol, ela demonstrou muita agilidade e foi fundamental na vitória de sua equipe por 27 a 25. Com gritos de “Ão, ão, ão, Bá é paredão!” e “P* que pariu, é a melhor goleira do Brasil!”, a atleta de 1,70 m e 98 quilos retribuiu o apoio com defesas espetaculares. Depois do final do jogo, na entrevista, Ba agradeu – em bom português angolano – o apoio. Questionada se ele se achava gordinha para o esporte, respondeu que “sim”, mas o que conta é “a força de vontade” e os treinamentos.

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O time feminino de handebol de Angola faz sua estreia em Olimpíadas e já venceu as duas partidas que disputou, contra Romênia (bronze no mundial de 2015) e Montenegro (prata em Londres). A simpatia da torcida brasileira pela carismática Ba, porém, deve dar uma pausa: nesta sexta, Angola vai enfrentar as brasileiras.

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