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Torcedor que nunca foi a estádio, Anderson Silva prevê luta no Itaquerão

Por Da Redação 5 set 2011, 14h07

Em sua apresentação oficial como atleta do Corinthians, nesta segunda-feira, Anderson Silva lutou para provar que o acordo com o clube não se trata de mera estratégia de marketing. Mas não bastou trocar a feição emburrada exibida quando está em ação no octógono do UFC (Ultimate Fighting Championship) por sorrisos e declarações amistosas – como dizer que sonha em se apresentar no futuro estádio corintiano, o popular ‘Itaquerão’.

Anderson Silva não se mostrou um torcedor tão fanático quanto gosta de se apresentar. Ao garantir que é corintiano desde infância, o campeão dos pesos médios do UFC revelou também um pouco do seu distanciamento do futebol. ‘Nunca fui torcedor do Coritiba! Nunca! Aliás, nunca fui a um jogo do Coritiba ou do Atlético-PR. Nunca fui a jogo nenhum’, sorriu o paulistano, que motivou a desconfiança em relação a um possível passado coxa-branca por ter se mudado para Curitiba na infância.

A contratação de Anderson Silva pelo Corinthians foi intermediada pelo ex-jogador Ronaldo e sua empresa, a 9ine. Na tentativa de reverenciar o agente, o lutador voltou a se atrapalhar. ‘Ah, vários jogos do Corinthians me marcaram. Vários. O último do Ronaldo aqui foi o que mais me marcou, até porque ele tem uma história de garra e superação muito grande. Consigo me ver nele em várias situações’, disse. O problema é que o derradeiro jogo do atacante como corintiano foi, na verdade, traumático: a derrota por 2 a 0 para o Tolima na Colômbia e a vexatória eliminação na pré-Libertadores.Talvez para não correr riscos de cometer outra gafe, Anderson Silva preferiu não se alongar ao externar o lado torcedor. ‘A história do Corinthians é muito bonita, com grandes atletas. Como fã, não tenho muito a falar’, avisou. ‘Mas tenho vários ídolos no clube: Neto, Viola, Ronaldo… São muitos’, complementou o lutador.

Em compensação, Anderson não titubeou ao exaltar o clube que o contratou em nenhum momento. Vibrou ao receber uma camisa do Corinthians das mãos do presidente Andrés Sanchez, fez questão que o mandatário aparecesse ao seu lado em fotografias e ficou empolgado com a possibilidade de lutar no estádio do clube em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, com previsão de término de obras para o final de 2013. ‘É claro que quero! Já estou até me imaginando. Com certeza, dará tempo!’, exclamou.

Para concluir a sua argumentação, Anderson repetiu que tentou representar o Corinthians como um jogador de futebol – em 1987, ele chegou atrasado a uma peneira realizada pelo clube, assistiu a um treinamento de boxe e passou a exercitar a modalidade no Parque São Jorge durante três meses. ‘Minha história se confunde com a do Corinthians’, assegurou.

‘Não é um contrato só de imagem, como estão publicando. É claro que queremos isso, mas o nosso projeto com o Anderson é para muitos anos e envolve outras coisas’, destacou Sanchez, que assinou um contrato com o lutador válido até junho de 2012 e já manifestou intenção de prorrogar o vínculo. Ao seu lado, o atleta concordou com a cabeça.Os deslizes como torcedor do Corinthians poderão, ao menos, ajudar Anderson Silva em outro desafio de sua nova empreitada. Representando um clube, ele poderá perder o apoio de torcedores rivais – como ocorreu momentaneamente no UFC Rio, quando flamenguistas vaiaram o brasileiro. ‘As torcidas devem entender que cada atleta está ali não só pelo clube, mas pelo Brasil. Quando subo para lutar fora do País, vou em nome de todos os brasileiros’, discursou. ‘É como o Ayrton Senna, que mostrava a camisa do Corinthians por baixo do macacão e não era vaiado’, complementou Andrés Sanchez.

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