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Título nacional encerra ano conturbado no Corinthians

2011 começou com dois traumas: queda na Libertadores e adeus a Ronaldo

Por Da Redação 4 dez 2011, 18h17

Com a faixa de campeão, com Ronaldo como cabo eleitoral e com Andrés ocupando um cargo na CBF, a oposição não deverá ter nenhuma chance na eleição em 2012

Depois de passar o ano de seu centenário em branco, o Corinthians começou 2011 sob pressão: era necessário conquistar um título para apagar a decepção de 2010. A torcida exigia a montagem de um grande time – e cobrava a conquista da primeira Libertadores da história do clube. Nos sonhos mais ambiciosos dos corintianos, o time terminaria o ano dono das Américas, e levaria Ronaldo ao Mundial de Clubes antes da aposentadoria do craque. Isso não chegou nem perto de acontecer. O ano foi mais tumultuado e irregular que o esperado, mas o Corinthians fechou o ano superando as decepções e os traumas ao comemorar o pentacampeonato brasileiro, neste domingo. A festa da segunda maior torcida do país deverá ser grande, mas que ninguém espere paz em 2012 – o ano trará uma nova tentativa de conquistar a Libertadores e a eleição do novo presidente do clube, em fevereiro. Andrés Sanchez, que disse que não vê a hora de deixar o cargo, foi anunciado na sexta-feira como novo diretor de seleções da CBF.

O ano “montanha russa” do Corinthians começou com uma enorme expectativa e uma queda catastrófica. Em fevereiro, a equipe estreou na etapa preliminar da Libertadores contra o Tolima, da Colômbia. No primeiro jogo, no Brasil, a equipe do técnico Tite empatou em 0 a 0. Na partida de volta, perdeu por 2 a 0, num jogo que acabou sendo o último de Ronaldo pela equipe. Doze dias depois, o ex-jogador declarou que não aguentava mais as lesões e que “perdido para o próprio corpo”. Sem seu principal jogador e ídolo para o resto da temporada, o Corinthians estreou no Campeonato Paulista vencendo a Portuguesa por 2 a 0. Passou pelo Palmeiras nas semifinais, mas deixou o título escapar após perder o segundo jogo para o Santos por 2 a 1. Fora da Copa do Brasil e da Sul-Americana, a equipe de Tite concentrou os esforços para a conquista do Campeonato Brasileiro. Reforçado por Adriano e Liedson, a equipe ainda contratou Emerson para tentar resolver a ausência de um atacante, e organizou o meio de campo com Ralf, Paulinho, Alex e Danilo. Em um ano que parecia perdido, o Corinthians passou a maior parte do torneio nacional na ponta da tabela, ameaçado apenas pelo Vasco. Se não garante paz para 2012, o penta do Brasileirão praticamente resolve um dos possíveis focos de tensão para o ano que vem. Andrés Sanchez não deverá ter problemas para eleger Mario Gobbi, ex-diretor de futebol do clube, para ser seu sucessor. Com a faixa de campeão, com Ronaldo como cabo eleitoral e com Andrés ocupando um cargo na CBF, a oposição não deverá ter nenhuma chance na eleição.

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