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Tite doutrina corintianos a não falar de Mundial antes do Brasileiro

Como bons comandados, os jogadores do Corinthians têm repetido o discurso de Tite desde o título da Copa Libertadores: não falam sobre a disputa do Mundial de Clubes, no Japão, em dezembro.

‘É difícil falar, está muito longe ainda. Estamos na nona rodada do Campeonato Brasileiro, tem muita coisa para acontecer. É claro que a gente acaba pensando, mas está muito longe, temos que tentar sair dessa situação no Brasileiro’, disse Ralf, na sexta-feira.

O também volante Paulinho seguiu o parceiro de meio-campo. ‘Como o Ralf falou, está muito longe. Só depois, quando estiver próximo, é que pensaremos. Precisamos deixar a zona de rebaixamento o mais rápido possível’, falou.

Não é de hoje que os atletas se apropriam dos pontos de vista do treinador. Tite é muito respeitado pelo elenco por causa da maneira igualitária como trata cada um deles. É espelho para grande parte do grupo, que foi campeã pela primeira vez em 2011, sob seu comando.

O discurso da vez é de que ninguém fale sobre Chelsea, possível adversário no Mundial por ter vencido a Copa dos Campeões da Europa, até que a situação na competição nacional seja confortável e esteja bem definida. Todo o trabalho será voltado a esta causa.’Isso de assimilar, de cair na real, vai depender de mim, da comissão técnica, do grupo todo. No próximo jogo, tem que competir de igual para igual com o adversário. Tem um técnico com experiência para alertá-los. ‘Ei, ei, volta ao normal”, salientou Tite, com tom de voz elevado, depois da derrota de meio de semana para o Botafogo.

A preparação para o Mundial obviamente não será deixada lado. Os assistentes Tite começam aos poucos a colher dados sobre os clubes já classificados – Monterrey (México) e Auckland City (Nova Zelândia) são outros credenciados ao lado de Corinthians e Chelsea -, e o estafe diretivo planeja a logística da delegação no Japão.