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Time da NFL deve mudar de nome após protestos e boicote de patrocinadores

O Washington Redskins iniciou o processo de revisão do apelido da franquia, conhecido por ser um termo pejorativo aos povos indígenas

Por Danilo Monteiro 3 jul 2020, 16h47

O Washington Redskins, equipe da NFL, a principal liga de futebol americano dos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira 3 que iniciou um processo de revisão de seu nome e logotipo. A decisão foi mais uma vitória dos protestos Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, na tradução), que lutam contra o racismo. Seguindo o exemplo de outros setores da economia que já vêm se adequando à realidade antirracista, a pressão dos manifestantes fez os próprios patrocinadores do time ameaçarem um boicote.

“Em razão dos eventos recentes em nosso país e do feedback de nossa comunidade, o Washington Redskins anuncia que iniciará o processo de revisão de seu nome. A revisão formaliza as discussões iniciais que o time tem tido com a liga nas últimas semanas”, comunicou a franquia, em nota.

O apelido “Redskins” (peles vermelhas) é conhecido por ser um termo pejorativo direcionado à população indígena – o próprio escudo do time é tem a figura de um cacique. O nome faz parte da franquia desde 1933, quando o time ainda ficava em Boston, Massachusetts. George Preston Marshaw, fundador da equipe e conhecido por ser contra a participação de negros na NFL, teve sua estátua pichada por manifestantes, motivo pelo qual a direção do time optou por remover a estátua e, também, o nome do dirigente do hall da fama da franquia.

O time de Washington sofreu represálias da FedEx, dona dos naming rights de seu estádio, e da PepsiCo, um de seus principais patrocinadores. A Nike, na última quinta-feira, retirou todos os produtos do time de seu site, como uma forma de boicote pela mudança do apelido. Além disso, uma total de 87 investidores dos Redskins assinaram uma carta reforçando o pedido.

  • “Este processo permite que levemos em conta não apenas as tradições e histórias de orgulho da franquia, mas também absorva de nossos ex-atletas, da organização, de patrocinadores, da NFL e da comunidade local o orgulho de representá-los dentro e fora de campo”, disse Dan Snyder, dono dos Redskins.

    A NFL continua sob pressão dos manifestantes e também de seus atletas negros, que compõem 70% da liga e exigem igualdade racial nos cargos técnicos e administrativos, onde a disparidade ainda é altíssima. As manifestações também pedem um acerto e desculpas ao quarterback Colin Kaepernick, que sofre boicote das franquias desde 2016, quando começou a se ajoelhar durante o hino nacional em protesto contra a desigualdade.

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