Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Thiago Braz vence desconfianças e é medalha de bronze no salto com vara

Ouro nos Jogos do Rio, atleta superou dificuldades e ficou sem dar entrevistas por mais de um ano para voltar a brilhar no Japão

Por Da Redação Atualizado em 3 ago 2021, 10h34 - Publicado em 3 ago 2021, 09h48

Thiago Braz, 27 anos, surpreendeu ao mundo na noite de 15 de agosto de 2016 quando, há quase cinco anos, conquistou a medalha de ouro e quebrou o recorde olímpico, com 6,03 m, no salto com vara masculino nos Jogos do Rio. Nesta terça-feira, 3, em Tóquio, o brasileiro venceu desconfianças para cravar de vez o seu nome na história. Com 5,87 metros saltados como melhor marca, conquistou o bronze e entrou para um seleto grupo de atletas a conseguir medalha em mais de uma edição olímpica.

A prata ficou com americano Christopher Nilsen, 5,97 m, e o ouro com o sueco Armand Duplantis, 6,02 m, recordista mundial da prova. O europeu ainda tentou mais três saltos para 6,19 m, na tentativa de quebrar o recorde olímpico e mundial, mas fracassou. Braz, por sua vez, não passava dos 5,82 m saltados desde 2019, quando foi terceiro colocado em prova da Liga Diamante.

O atleta paulista chegou para a disputa como o único dos 54 integrantes do atletismo que não tem clube. Quando alcançou o histórico feito no Rio de Janeiro, integrava a Orcampi, de Campinas. Acertou com o tradicional Pinheiros, de São Paulo, mas se viu desempregado em plena pandemia do novo coronavírus. Há mais de um ano, não concedia entrevistas.

  • A conquista elevou Thiago a condição de oitavo atleta do país a faturar mais de uma medalha olímpica no atletismo. Além dele, integram a lista Adhemar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz, Nelson Prudêncio, Vicente Lenilson, André Domingos, Edson Luciano e João do Pulo.

    Ele também se tornou o nono na história da modalidade a somar duas medalhas, os outros foram os americanos Bob Richards e Bob Seagren, o francês Renaud Lavillenie, o polonês Tadeusz Ślusarski, o japonês Shuhei Nishida e os soviéticos Igor Trandenkov e Maksim Tarasov.

    Na prova, Braz acertou a primeira marca, de 5,55 m, logo na primeira tentativa. Na sequência, o sarrafo subiu para a marca de 5,70 m, onde conseguiu sucesso na segunda tentativa. O desafio passou a ser a marca de 5,82m, superada também na segunda tentativa. Nos 5,87 m, o campeão olímpico conseguiu, de primeira, a sua melhor marca na temporada, suficiente para assegurar o terceiro lugar.

    Thiago ainda tentou saltar para 5,92 e também viu novamente o rival Renaud Lavillenie, medalha de prata na última Olimpíada, errar nas tentativas e ficar fora do pódio desta vez. Ainda no aquecimento, o atleta francês acabou se machucando e competiu com dores no tornozelo, se poupando em alguns dos saltos e apresentando desempenho aquém do esperado.

    A prova não contou com o bicampeão mundial Sam Kendricks, ausente após contrair Covid-19. Concorrentes como o polonês Piotr Lisek, o filipino Ernest John Obiena, americano KC Lightfoot e o grego Emmanouil Karalis tiveram desempenho que não ameaçaram efetivamente o brasileiro. Além do bronze, o atleta ainda manteve vivo o seu recorde olímpico, registrado em 2016.

    Continua após a publicidade
    Publicidade