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Test drive: Leaf, o carro 100% elétrico

Na última sexta-feira a Nissan divulgou que chegou à marca de 50.000 unidades vendidas do elétrico Leaf pelo mundo. Lançado comercialmente há pouco mais de dois anos, o modelo 100% elétrico já roda em 17 países da Europa, Estados Unidos e Japão – no Brasil não é vendido ainda, e uma dezena dos modelos circula apenas como táxi em São Paulo em um projeto experimental. Em um test drive rápido pela cidade paulistana, o modelo se mostrou muito fácil de conduzir, sem grandes diferenças aparentes em relação a qualquer outro modelo movido a combustão.

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A partida é por um botão no painel e a indicação de que está ligado e em “funcionamento” é apenas visual, pelas luzes indicativas no quadro de instrumentos. Não faz barulho, nenhum ruído, não trepida. Por isso a atenção redobrada porque ao pressionar o acelerador ele se movimenta, parece que não está ligado, mas está – estamos mais acostumados a “sentir” o carro ligado, associando o ronco do motor e as vibrações para sair andando.

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Na rua, quem está de fora vê o carros deslizando, sem fazer força. Ao volante, um esforço para ouvir o carro rodar: percebe-se então o ruído dos pneus no asfalto e um leve zunido provocado pelo vento. Não há trocas de marcha e assim que o acelerador é acionado o carro rapidamente sobe de velocidade, o motor não precisa ganhar giro, a potência está ali, basta ser acionada. Por isso impressiona a rapidez, apesar do peso, pouco mais de 1.600 quilos. A condução é tranquila o tempo todo e logo se está adaptado às respostas rápidas do motor elétrico. Não requer mais nada para tirar o máximo de proveito em circular pela cidade sem poluir o ar – a única pena é que apesar de resolver os problemas de poluição do ar e sonora não conseguimos nos livrar do tráfego pesado as grandes cidades.

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O Leaf usa baterias de íon-lítio, divididas em 48 módulos compactos, e capazes de gerar o equivalente a 107 cavalos de potência e a velocidade máxima é de 150 km/h, com 160 quilômetros de autonomia – uma viagem de São Paulo ao Rio de Janeiro, por exemplo, exigiria duas paradas para reabastecimento completo. A recarga pode ser feita em tomadas comuns de 110 V ou 220 V, acopladas a uma pequena estação com conexão própria, ou em pontos de recarga rápida de 440 V que permitem o carregamento de 80% da capacidade dos módulos em até 30 minutos.

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O Leaf custa no Japão 2,99 milhões de ienes – cerca de 33.000 dólares – e a partir de 21.300 dólares nos EUA, com incentivos fiscais. Se fosse comercializado no Brasil, não sairia da concessionária por menos de 80.000 reais.