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Test drive: como anda o Jaguar XF 3.0 V6

Por Silvio Nascimento 31 jul 2012, 07h23

Não é à toa que entre qualquer lista de carros emblemáticos nos últimos 60 anos tenha um modelo Jaguar. A marca sempre foi sinônimo de luxo, conforto, exclusividade e com bom teor de esportividade. Algumas unidades estacionadas na garagem da família real britânica – hoje a marca pertence ao grupo indiano Tata Motors, também dono da Land Rover – são daquelas mais “conservadoras”, que remetem aos tradicionais carros de formas arredondadas, na cor verde-escuro com interior bege e a escultura prateada do felino (“limping cat”) em posição de ataque sobre o capô – item abolido por motivos de segurança.

Mas o Jaguar mudou, ficou mais moderno, ganhou novas linhas e ainda conserva as principais características. Desde março, os modelos 2012 chegam com frequência ao país – atualmente são importados três versões, o XF V6 3.0 com 240cv; o XF V8 5.0 com 385cv; e o XF R 5.0 Supercharged com 510cv. Andando pelas ruas de São Paulo, numa manhã ensolarada, o modelo de “entrada”, com “apenas” 240 cavalos de potência, mostrou como o sedã de luxo se comporta no trânsito pesado da cidade e oferece ao motorista um fantástico pacote de conforto, ao preço de tabela de 318.000 reais.

Design – Pelas mãos do escocês Ian Callum, de 58 anos, o Jaguar ganhou uma cara e jeito muito mais modernos, sem perder a pose. Ele desenhou o cupê XK e os sedãs XF e XJ, e não é à toa que principalmente a traseira do XF lembra a dos Aston Martin: Callum é o pai do DB7, entre outros, modelo que fez ressurgir a marca no início dos anos 1990. Graças ao desenho de Callum, o XF parece menor do que realmente é, tem 4,961 metros (o Civic tem 4,525 metros) e 1,605 metro de largura. A grande grade frontal com a cabeça do felino registra a marca; os faróis e lanternas fazem parte da carroceria de forma harmoniosa; o capô é ligeiramente curvado; e a linha do teto segue até a traseira sem “interrupções”, não se nota onde começa o porta-malas com capacidade para 500 litros. Tem assinatura de um quase esportivo.

Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012
Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012 VEJA

Motor – Com capacidade cúbica de 3.0 litros, seis cilindros em V, 24 válvulas, potência máxima de 240 cavalos, tem, segundo a fábrica, aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e velocidade máxima limitada a 238 km/h. O motor é compacto, bem silencioso, não apresenta grandes vibrações, e responde bem a todo o momento em rotações baixas e também nas mais altas, quando exigido no trânsito pesado de São Paulo.

Câmbio – Automático ou sequencial de seis velocidades, com tração traseira. Em vez de alavanca no console, tem um botão de seleção num console alto e largo, e borboletas de troca na direção. Na posição Drive faz as mudanças de forma suave, pouco se percebendo as passagens. Na posição S, faz com que a marcha “demore” mais a ser trocada – assim, o motor estará sempre em rotação mais alta e com dá resposta imediata ao comando do acelerador, ideal numa condução mais esportiva e em ultrapassagens rápidas. Em condições de tráfego pesado melhor optar pelo mais confortável Drive.

Desempenho – A posição de dirigir é boa, confortável, a pegada na direção também, com bom diâmetro, sem ser grande demais. Nas poucas vezes em que foi exigido no trânsito, o XF foi rápido o suficiente para se perceber que o DNA esportivo está ali, é transmitido pela força das rodas traseiras e empurram com força os seus 1.679 quilos. O controle de tração faz com o carro “grude” no solo e em curvas mais rápidas permite controle total na direção.

Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012
Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012 VEJA

Conforto – Aqui o ponto alto do Jaguar, um pacote para todos os gostos. Desde os indefectíveis controles de altura de direção, controles na direção, ajuste elétrico dos bancos e controle de ar-condicionado individual, até programação de vários itens na tela touch screen de sete polegadas no meio do painel, como a velocidade em que as portas se travam, recolhimento automático dos retrovisores, acendimento de luzes internas e externas. A partida é feita por botão enquanto a chave pode ficar no bolso e tem um sistema vallet, em que é possível trancar porta-luvas, porta-malas e sistema de som ao deixar o carro com manobrista. E, ao desligar o carro, o botão seletor de marchas é recolhido enquanto as saídas de ar são fechadas. Nos revestimentos, madeira e couro naturais. Como item de conforto, a fábrica faz questão de lembrar dos três anos de garantia.

Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012
Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012 VEJA

Acessórios – A versão disponível do XF 3.0 é a Luxury Premium, que tem como opcional disponível apenas o sistema de GPS. Todo o resto é de série, e não é pouca coisa: entre os principais itens, freio de mão eletrônico, retrovisores externos eletrocrômicos e térmicos, faróis bixenon com direcionamento eletrônico, sensores de estacionamento dianteiro com auxílio sonoro e visual, luzes da lanterna traseira em leds, faróis dianteiros com leds, limitador de velocidade, rodas de liga leve com aro de 18 polegadas e câmera de ré.

Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012
Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012 VEJA

Segurança – A escultura prateada que ficava no capô foi abolida, para reduzir ferimentos em caso de atropelamento. Também em caso de atropelamento, o Jaguar tem um “airbag” do capô: um sistema na coluna dos amortecedores dianteiros ejeta a tampa em caso de atropelamento, amortizando a queda de uma pessoa sobre o carro, além de evitar que seja arremessada contra o pára-brisa. O capô é em alumínio, que absorve mais impacto que o aço, e a grade dianteira em material plástico. Além disso, tem dois airbags frontais, dois traseiros e as cortinas laterais.

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