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Test drive: como anda o Jaguar XF 3.0 V6

Não é à toa que entre qualquer lista de carros emblemáticos nos últimos 60 anos tenha um modelo Jaguar. A marca sempre foi sinônimo de luxo, conforto, exclusividade e com bom teor de esportividade. Algumas unidades estacionadas na garagem da família real britânica – hoje a marca pertence ao grupo indiano Tata Motors, também dono da Land Rover – são daquelas mais “conservadoras”, que remetem aos tradicionais carros de formas arredondadas, na cor verde-escuro com interior bege e a escultura prateada do felino (“limping cat”) em posição de ataque sobre o capô – item abolido por motivos de segurança.

Mas o Jaguar mudou, ficou mais moderno, ganhou novas linhas e ainda conserva as principais características. Desde março, os modelos 2012 chegam com frequência ao país – atualmente são importados três versões, o XF V6 3.0 com 240cv; o XF V8 5.0 com 385cv; e o XF R 5.0 Supercharged com 510cv. Andando pelas ruas de São Paulo, numa manhã ensolarada, o modelo de “entrada”, com “apenas” 240 cavalos de potência, mostrou como o sedã de luxo se comporta no trânsito pesado da cidade e oferece ao motorista um fantástico pacote de conforto, ao preço de tabela de 318.000 reais.

Design – Pelas mãos do escocês Ian Callum, de 58 anos, o Jaguar ganhou uma cara e jeito muito mais modernos, sem perder a pose. Ele desenhou o cupê XK e os sedãs XF e XJ, e não é à toa que principalmente a traseira do XF lembra a dos Aston Martin: Callum é o pai do DB7, entre outros, modelo que fez ressurgir a marca no início dos anos 1990. Graças ao desenho de Callum, o XF parece menor do que realmente é, tem 4,961 metros (o Civic tem 4,525 metros) e 1,605 metro de largura. A grande grade frontal com a cabeça do felino registra a marca; os faróis e lanternas fazem parte da carroceria de forma harmoniosa; o capô é ligeiramente curvado; e a linha do teto segue até a traseira sem “interrupções”, não se nota onde começa o porta-malas com capacidade para 500 litros. Tem assinatura de um quase esportivo.

Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012 Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012

Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012 (/)

Motor – Com capacidade cúbica de 3.0 litros, seis cilindros em V, 24 válvulas, potência máxima de 240 cavalos, tem, segundo a fábrica, aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e velocidade máxima limitada a 238 km/h. O motor é compacto, bem silencioso, não apresenta grandes vibrações, e responde bem a todo o momento em rotações baixas e também nas mais altas, quando exigido no trânsito pesado de São Paulo.

Câmbio – Automático ou sequencial de seis velocidades, com tração traseira. Em vez de alavanca no console, tem um botão de seleção num console alto e largo, e borboletas de troca na direção. Na posição Drive faz as mudanças de forma suave, pouco se percebendo as passagens. Na posição S, faz com que a marcha “demore” mais a ser trocada – assim, o motor estará sempre em rotação mais alta e com dá resposta imediata ao comando do acelerador, ideal numa condução mais esportiva e em ultrapassagens rápidas. Em condições de tráfego pesado melhor optar pelo mais confortável Drive.

Desempenho – A posição de dirigir é boa, confortável, a pegada na direção também, com bom diâmetro, sem ser grande demais. Nas poucas vezes em que foi exigido no trânsito, o XF foi rápido o suficiente para se perceber que o DNA esportivo está ali, é transmitido pela força das rodas traseiras e empurram com força os seus 1.679 quilos. O controle de tração faz com o carro “grude” no solo e em curvas mais rápidas permite controle total na direção.

Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012 Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012

Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012 (/)

Conforto – Aqui o ponto alto do Jaguar, um pacote para todos os gostos. Desde os indefectíveis controles de altura de direção, controles na direção, ajuste elétrico dos bancos e controle de ar-condicionado individual, até programação de vários itens na tela touch screen de sete polegadas no meio do painel, como a velocidade em que as portas se travam, recolhimento automático dos retrovisores, acendimento de luzes internas e externas. A partida é feita por botão enquanto a chave pode ficar no bolso e tem um sistema vallet, em que é possível trancar porta-luvas, porta-malas e sistema de som ao deixar o carro com manobrista. E, ao desligar o carro, o botão seletor de marchas é recolhido enquanto as saídas de ar são fechadas. Nos revestimentos, madeira e couro naturais. Como item de conforto, a fábrica faz questão de lembrar dos três anos de garantia.

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Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012 (/)

Acessórios – A versão disponível do XF 3.0 é a Luxury Premium, que tem como opcional disponível apenas o sistema de GPS. Todo o resto é de série, e não é pouca coisa: entre os principais itens, freio de mão eletrônico, retrovisores externos eletrocrômicos e térmicos, faróis bixenon com direcionamento eletrônico, sensores de estacionamento dianteiro com auxílio sonoro e visual, luzes da lanterna traseira em leds, faróis dianteiros com leds, limitador de velocidade, rodas de liga leve com aro de 18 polegadas e câmera de ré.

Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012 Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012

Test drive do Jaguar XF V6 3.0 2012 (/)

Segurança – A escultura prateada que ficava no capô foi abolida, para reduzir ferimentos em caso de atropelamento. Também em caso de atropelamento, o Jaguar tem um “airbag” do capô: um sistema na coluna dos amortecedores dianteiros ejeta a tampa em caso de atropelamento, amortizando a queda de uma pessoa sobre o carro, além de evitar que seja arremessada contra o pára-brisa. O capô é em alumínio, que absorve mais impacto que o aço, e a grade dianteira em material plástico. Além disso, tem dois airbags frontais, dois traseiros e as cortinas laterais.