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Tênis: casos de coronavírus ameaçam realização do Aberto da Austrália

Neste sábado, 47 tenistas foram colocados em quarentena após confirmação de casos em voos que os levaram a Melbourne. Torneio começa em três semanas

Por Da Redação 16 jan 2021, 12h52

O Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam de tênis da temporada, tem sua realização ameaçada pelo coronavírus. Neste sábado, 16, 47 atletas foram informados que não poderão treinar por duas semanas depois que passageiros dos aviões que os levaram a Melbourne testaram positivo. Entre os afastados, já se sabe que há atletas de destaque como Victoria Azarenka, Sloane Stephens e Kei Nishikori.

Primeiro, 24 tenistas que decolaram em vôo charter dos Estados Unidos para Melbourne foram informados que um membro da tripulação e um passageiro testaram positivo. Ambos, porém, tiveram resultado negativo 72 horas após o embarque, que transportou um total de 79 pessoas.

Já outros 23 jogadores também estão isolados, depois de embarcar de Abu Dhabi em um voo para 64 pessoas. Uma delas testou positivo após o voo, apesar de apresentar a documentação de teste negativo antes da decolagem.

Mesmo não estando entre os contaminados confirmados, os 47 jogadores afetados não poderão deixar seus quartos de hotel por 14 dias, confirmou a organização do Aberto da Austrália neste sábado. A jogadora francesa Alize Cornet, que está em Melbourne, protestou.

“Em breve, metade dos jogadores do torneio terão que se isolar. Semanas e semanas de treino e trabalho duro desperdiçadas para uma pessoa positiva para a Covid em um avião quase vazio. Desculpe, mas isso é loucura”, tuitou a atleta, que posteriormente apagou a postagem.

A princípio, o torneio não corre risco de adiamento. Originalmente programado para começar em janeiro, o Aberto da Austrália foi remarcado para 8 a 21 de fevereiro, daqui três semanas, portanto, devido às preocupações com a Covid-19.

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Enquanto a maioria dos atletas foi direto para Melbourne, sede do campeonato, outros como Novak Djokovic, Rafael Nadal e Serena Williams voaram para a vizinha Adelaide. “A equipe de saúde confirmou que não há ninguém com infecção ativa em toda a delegação baseada em Adelaide. Os testes continuarão diariamente”, tuitou o Aberto da Austrália.

Antes dos acontecimentos deste sábado, os organizadores informara que jogadores também “passarão por um cronograma de testes mais rigoroso do que a maioria dos viajantes” e só poderiam sair do hotel por cinco horas diárias para treinar em bolhas de biossegurança. Os 47 atletas afastados, no entanto, estão proibidos de deixar seus quartos permanentemente, o que causará evidente déficit competitivo.

Um atleta de renome, o escocês Andy Murray, cinco vezes vice-campeão na Austrália, é a principal dúvida para o torneio, pois testou positivo antes mesmo de viajar. Ele está isolado, sem sintomas graves, e mantém esperanças de poder retornar aos treinos e chegar à Austrália a tempo.

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