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Técnicos de prata aconselham Mano a esquecer pressão pelo ouro

Por Da Redação - 26 jul 2012, 05h04

A Seleção Brasileira planeja aproveitar alguns fatores positivos para ganhar o grande título que lhe falta: o ouro olímpico. Na defesa, Thiago Silva é considerado um dos melhores do mundo. No meio-campo, Oscar terá o combustível do recente acerto com o poderoso Chelsea, atual campeão europeu. No ataque, Neymar é visto como a maior promessa do futebol nacional. Então, o que pode deter o time verde-amarelo em Londres a partir do jogo desta quinta-feira contra o Egito?

O futebol é conhecido, porém, pelo imponderável. O próprio Brasil já sofreu eliminações inacreditáveis nos Jogos Olímpicos. A derrota contra a Nigéria na semifinal de 1996 e o revés diante de Camarões nas quartas de final de 2000 criaram traumas.

‘O Mano precisa saber que o próprio Corinthians, que ganhou a Libertadores agora, ficou por muito tempo na fila na competição sul-americana. Então, ele deve usar o melhor que tem disponível, não ficar guardando jogadores. É ter calma e tranquilidade’, explica Carlos Alberto Silva, vice-campeão olímpico em Seul-1988.

Seis jogos separam a Seleção Brasileira do título inédito. A teoria manda que a primeira fase seja tranquila, com adversários sem grande tradição. Além do Egito, o País enfrentará Bielorrússia e Nova Zelândia. Depois, terá de vencer três partidas eliminatórias para faturar a medalha dourada.

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‘É uma competição de tiro curto, definida no detalhe. Quando você tem certa experiência, como é o caso desse grupo atual, acho que fica mais fácil de controlar as emoções. Na nossa época, foi mais difícil, criou-se um sentimento de empolgação quando superamos as fases iniciais. Você precisa controlar isso, ter um bom ambiente’, comenta Jair Picerni, comandante do elenco que ganhou a prata em Los Angeles-1984.

As experiências do passado mostram que Mano Menezes deve se preocupar em adaptar a sua equipe a travar duelos com adversários de estilos distintos em um curto espaço de tempo. ‘Além da responsabilidade, a comissão técnica deve focar bem o sistema de jogo, porque se enfrenta países com formas de jogo diferentes e sabemos que a África cresceu muito’, avisa Jair Picerni.

Além de duas medalhas de prata consecutivas em 1984 e 1988, o Brasil contabiliza duas medalhas de bronze na história dos Jogos Olímpicos. Em 1996 e 2008, a equipe verde-amarela ganhou a decisão de terceiro lugar. Em 1976, amargou o quarto lugar. A atual bicampeã do torneio é a Argentina, que nem sequer conseguiu a vaga para a disputa em Londres.

Antigamente, a Olimpíada não era levada muito a sério pelos próprios brasileiros e outras forças de peso. Em virtude disso, muitos países sem tanta tradição – e até nações extintas e divididas – contabilizam a medalha de ouro na competição: Suécia (1948), Hungria (1952, 1964 e 1968), União Soviética (1956), Alemanha Oriental (1976), Tchecoslováquia (1980), Nigéria (1996) e Camarões (2000).

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