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Renan Dal Zotto admite convocar cubano para a seleção de vôlei

Naturalizado brasileiro, Yoandy Leal atualmente joga no voleibol italiano e pode ser convocado em 2019. "Não descarto a possibilidade", disse o técnico

Renan Dal Zotto assumiu a seleção brasileira masculina de vôlei em janeiro do ano passado, quando o amigo Bernardinho deixou o comando após um período glorioso. Desde então, o treinador iniciou sua trajetória com um estilo diferente, mas manteve o Brasil entre os melhores. A equipe encerra 2018 como líder no ranking, após o vice-campeonato no Mundial, e ciente dos desafios para a próxima temporada. O principal é garantir a vaga olímpica para os Jogos de Tóquio, em 2020 e, para isso, um “reforço estrangeiro” está em pauta: o cubano Yoandy Leal.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o treinador admitiu a chance real de convocar o jogador, que jogou no Brasil de 2012 a 2017 e naturalizou-se brasileiro antes de se transferir para o vôlei italiano. “A partir de abril ele terá condições (de jogar pela seleção com a naturalização brasileira). Pretendo dar um pulo na Itália para falar com alguns jogadores que estão atuando lá e quero conversar com ele, para ver o que pensa. É um cara que pode agregar muito valor ao time. Não descarto a possibilidade de ele estar com a gente. Mas quero falar e ver o que ele pensa. Com certeza tem todos os pré-requisitos para ajudar a seleção”, disse o treinador.

O treinador também não vê problema de aceitação do jogador no time brasileiro. “Ele trabalhou muitos anos no Brasil, está jogando lá com o Bruno, é um cara que tem uma relação próxima do Brasil, conhece o treinamento, os atletas. Quanto a isso, não terá problema algum”, disse Dal Zotto.

Além do cubano, uma nova geração de jogadores deve renovar a seleção brasileira para a próxima temporada. “A seleção sub-19 retomou a hegemonia na América do Sul e isso é importante, pois a Argentina trabalha bem a base. Como temos cinco competições internacionais no próximo ano, em algumas delas vamos pensar em colocar mais em ação a garotada mais jovem. Esses atletas precisam jogar em nível internacional”, afirmou o treinador.

“Na seleção a gente fica preocupado com duas coisas: resultado e renovação. Tem de criar espaço para que esses garotos joguem cada vez mais em nível internacional. O bacana é que a gente percebe que a realidade no mundo mudou bastante. Você vê garotos, mas também atletas maduros atuando no alto rendimento. Antes não passava pela cabeça um jogador de 36 anos em alto rendimento. A longevidade é maior. Claro que vamos levar o que tiver de melhor para as principais competições internacionais, e nas menores vamos abrir espaço para a garotada jogar”, completou.

Em 2019, o time fará um ano preparatório para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. O foco, portanto, será na Copa do Mundo, que dá vaga às Olimpíadas aos melhores times. “Vamos disputar a Liga das Nações, depois o Pan em Lima, o Sul-Americano e a Copa do Mundo. Entramos em todas as competições com foco total em pódio. Mas planejamento técnico é sem dúvida para a classificatória olímpica, em agosto. É a competição mais importante do ano. Quatro equipes em um grupo e  classifica só o primeiro colocado. A pressão pela vaga é monstruosa”, concluiu.