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Técnico e presidente da federação italiana pedem demissão

Ainda no calor da eliminação para o Uruguai, Cesare Prandelli anunciou saída

A acalorada eliminação da seleção italiana para o Uruguai, com direito a expulsão e mordida, marcou a última partida do técnico Cesare Prandelli no comando dos tetracampeões. Logo após o jogo em Natal, o treinador anunciou sua saída.”Confirmo minha demissão. Considero justo, visto o fracasso do projeto técnico. A responsabilidade é minha”, afirmou Prandelli em entrevista coletiva. O presidente da federação italiana de futebol, Giancarlo Abete, também revelou que deixará o cargo. “Demissão irrevogável”, garantiu o dirigente.

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Cesare Prandelli havia renovado contrato com a seleção italiana até 2016, pouco antes do início do Mundial. Segundo ele, críticas contra sua honestidade e a eliminação precoce na Copa lhe fizeram mudar de ideia. “Antes de renovar o contrato, eu tinha vontade de continuar nesse processo. Depois da renovação, passamos a lidar com agressões verbais, como em um partido político. Nos sentimos como pessoas que devem aos contribuintes. Eu nunca roubei nada e nunca devi nada a ninguém. Se eu cometi um erro, assumo. Mas que jamais digam que eu roubei dos contribuintes.”.

Prandelli ainda expôs toda a sua irritação com as marcações do árbitro mexicano Marco Rodríguez, sobretudo na expulsão de Claudio Marchisio em dividida com Arévalo Rios. “É um absurdo ficar com dez em uma partida como esta. O jogo foi condicionado pela expulsão do Marchisio”.

Mas apesar da forma decidida com que Prandelli apresentou sua demissão, o presidente da federação, Giancarlo Abate, afirmou que tentará demovê-lo da ideia. “Vou convocar uma reunião logo que voltar à Itália, mas espero que ele retire esse pedido. Tivemos ótimos resultados nas eliminatórias e na Eurocopa”, lembrou o dirigente. Ele, no entanto, acompanhou o treinador e disse também estar de saída. “Já disse a Prandelli que, de qualquer forma, vou apresentar a minha demissão em caráter irrevogável ao Conselho Federal, porque fizemos o máximo que pudemos. Estou no meu sétimo Mundial, e já havia tomado essa decisão antes do início da Copa. Faço esse pedido de demissão com serenidade”, finalizou Abete.