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Técnico dos EUA nega benefício por suspensão da pena de seu artilheiro

Fifa suspende a punição do atacante Balogun, expulso na última partida, e permite que ele enfrente a Bélgica pelas oitavas de final

Por Felipe Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jul 2026, 22h03
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O técnico argentino da seleção dos Estados Unidos, Maurício Pochettino, defendeu com veemência a mudança da pena de um jogo que seu atacante Folarin Balogun recebeu por ser expulso nos 16 avos de final. Em vez de cumprir a suspensão, o atacante entra em um período probatório de um ano, no qual uma nova infração de natureza e gravidade semelhantes reativa a punição original.

Ou seja, a suspensão da suspensão, concedida pela Fifa depois de um pedido pessoal do presidente americano Donald Trump ao presidente da entidade, Gianni Infantino, segundo reportagem do jornal americano New York Times.

A decisão libera Balogun para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final, nesta segunda-feira. 6, no estádio de Seattle, às 21h (de Brasília). O atacante havia sido expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina, na rodada anterior, e a própria Fifa já tinha confirmado que ele precisaria cumprir suspensão automática, sem direito à apelação.

Pochettino negou envolvimento no processo que levou à reversão. “Para mim, não há muito debate aqui, embora eu entenda a perspectiva da Bélgica e o ponto de vista do Rudi”, disse o treinador a jornalistas, referindo-se ao técnico belga Rudi Garcia, que classificou a decisão da Fifa como injustificável e criticou duramente a reviravolta de última hora.

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Segundo Pochettino, se alguém saiu prejudicado na história toda, foi a própria seleção americana. “Pode alguém justificar a ideia de que não fomos punidos? Jogar 30, 35 minutos com um a menos numa partida eliminatória de Copa do Mundo? Não é como se estivéssemos nos beneficiando”, afirmou, sobre a decisão da Fifa que o beneficiou.

Árbitro de futebol de costas, vestindo camisa verde e shorts pretos, levanta um cartão vermelho. Jogadores com camisas listradas brancas e vermelhas, e um com camisa azul, observam no campo de grama verde, com torcida ao fundo
Árbitro Raphael Claus expulsou Balogun, o que deveria dar uma suspensão automática de um jogo (Maja Hitij/Getty Images)
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Questionado sobre a ligação da Casa Branca com o caso, o treinador minimizou o episódio: “O poder do esporte é incrível. Não me surpreende que até o presidente tenha entrado nisso. Venho de um país, a Argentina, em que o futebol é quase uma religião”.

A ausência presumida de Balogun era vista como um golpe duro para os Estados Unidos, que haviam perdido de 5 a 2 para a Bélgica em amistoso disputado neste ano. Artilheiro da seleção na Copa, com três gols, o jogador do Monaco foi expulso após um lance duro sobre o zagueiro bósnio Tarik Muharemović. Imagens em câmera lenta mostraram a trava do americano na perna do adversário, atingindo o tornozelo.

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Pochettino insistiu que o cartão vermelho foi um erro de arbitragem. “Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia, jogando com dez homens por 30 minutos, numa decisão injusta. Não é porque sou o técnico dos Estados Unidos, acho que 99,9% das pessoas concordam que foi um cartão vermelho injusto”, disse. Segundo ele, há precedentes de suspensões adiadas ou revertidas em situações semelhantes, e outros lances parecidos no torneio não resultaram em punição.

O treinador não confirmou se Balogun volta ao time titular. Mas é difícil imaginar que tanto esforço foi empreendido para deixar o artilheiro do time na Copa, com 3 gols marcados.

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