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Técnico do Barça valoriza Rio-2016, mas não garante presença de Neymar na seleção

Craque ficará sem descanso caso termine a temporada europeia e dispute a Copa América Centenário e os Jogos Olímpicos, como pretende a CBF.

O técnico do Barcelona, Luis Enrique, não esclareceu as dúvidas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre a possibilidade de o clube catalão liberar Neymar para a disputa da Olimpíada do Rio de Janeiro. O treinador, no entanto, recorreu à própria experiência para valorizar o feito de disputar os Jogos Olímpicos em seu próprio país – nos tempos de atacante, Luis Enrique conquistou a medalha de ouro em 1992, em Barcelona, com a seleção espanhola – e disse que a questão será analisada no futuro.

“É uma situação atrativa para qualquer atleta, de qualquer esporte. Jogar uma Olimpíada em casa é sempre especial. A situação é difícil porque o Ney já tem um compromisso, entre aspas, uma competição prévia aos Jogos Olímpicos e é evidente que todos buscamos o bem-estar de Neymar como jogador”, disse Luis Enrique durante entrevista na sede do clube nesta sexta-feira.

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A seleção olímpica pode ter apenas três atletas acima de 23 anos convocados e, caso seja liberado pelo Barcelona, Neymar certamente será um deles, pois é a grande estrela do time e já declarou sua vontade de participar. O que pode atrapalhar os planos do atleta e da Confederação Brasileira de Futebol é a realização da Copa América Centenário, edição especial do torneio, que será disputado nos Estados Unidos, entre 3 e 26 de julho, ao final da temporada europeia e pouco antes da Olimpíada.

“Será questão de analisar essas situações, não só do Neymar, mas o Rafinha Alcântara também pode estar na convocação. Temos que fazer com que a carga não seja excessiva depois de uma temporada tão longa como teremos, ver se uma Copa América e uma Olimpíada serão benéficas para o jogador.”

Caso o Barcelona recomende que Neymar dispute apenas uma das competições e o jogador não queira entrar em atritos com a diretoria do clube, caberá à seleção brasileira eleger em qual competição quer ter o seu principal jogador. A Argentina, por exemplo, já avisou que Lionel Messi jogará apenas a Copa América e descansará nas Olimpíadas. O problema é que ambas as competições são vistas como prioridade pelo Brasil.

A seleção brasileira vem de duas eliminações consecutivas para o Paraguai em Copas América e o técnico Dunga sabe que um novo fracasso o deixaria pressionado. No entanto, o Brasil jamais conquistou uma medalha de ouro olímpica – ficou com a prata em Los Angeles-1984, Seul-1988 e Londres-2012, a última com Neymar em campo – e pretende conquista-la no Maracanã, até para tentar diminuir um pouco a dor da torcida depois do fiasco na Copa de 2014. Em 2008, o Milan anunciou que não liberaria Kaká, então melhor jogador do mundo, para os Jogos de Pequim e o atleta preferiu não se indispor com o clube e acatar a decisão.

(da redação)